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MORTE POR VINGANÇA

"Tirou a vida do meu pai por algo da cabeça dele", diz filha de pastor

Hilda Pissarra, uma das filhas do pastor Fernando Lúcio Pissarra, disse que toda a família conhecia Otniel, o acusado de cometer o crime

Publicado em 27 de Junho de 2019 às 01:52

Publicado em 

27 jun 2019 às 01:52
Otniel foi preso no final da manhã desta quarta-feira (26), acusado de matar o pastor Fernando Pissarra Crédito: Glacieri Carraretto | Divulgação Polícia Civil
Ainda absorvendo a dor da perda do pai, Hilda Pissarra, uma das filhas do pastor Fernando Lúcio Pissarra, disse que toda a família conhecia Otniel. “Ele tirou a vida do meu pai por algo que colocou na cabeça”, disse a filha.
O pastor foi morto no último domingo (23) no bairro São Judas Tadeu, em Serra-Sede, por vingança. Esta é a linha de raciocínio da polícia, que prendeu o assassino Otniel Ferreira Fraga, 37, no final da manhã desta quarta-feira (26) em Jacaraípe, na Serra. 
De acordo com o depoimento do autor do crime — que confessou o assassinato com riqueza de detalhes — o pastor e o irmão de Otniel, identificado como Gideão Ferreira Fraga, tiveram algumas desavenças em 2003 depois que Gideão se interessou pela namorada do sobrinho de Pissarra.
O pastor interveio na situação para proteger o sobrinho e, pouco tempo depois, Gideão foi baleado na perna. Na época, Otniel culpou o pastor. Cinco meses depois, Gideão foi morto por disparos de arma de fogo. Para Otniel, o mandante do crime teria sido Pissarra.
O pastor e professor Fernando Pissarra Crédito: Reprodução | Redes sociais
Sua família conhecia o Otniel?
Meu pai sempre foi amigo do pai dele. Toda a família era conhecida, a irmã dele foi babá do meu irmão. Aí teve o caso do meu primo que ele também quis namorar a moça, meu pai tomou as dores. Otniel ameaçou meu pai de morte, mostrou uma arma quando a gente estava na feira e o irmão dele (Gideão) tentou puxar uma arma contra meu pai, que na época era comissário, tinha porte de arma e atirou na perna dele.
E as acusações de ser mandante da morte de Gideão?
Ele atribuía ao meu pai isso. Mas depois de uns sete anos, Otniel foi à igreja, conversou com meu pai. Otniel ia e voltava para a igreja do meu pai. Ele não era de frequentar todo dia, ia com a bíblia, pedia oração, se sentia mal por estar fora da igreja. Depois sumiu, até esquecemos dele. Passávamos por ele na rua e falávamos ‘oi’ e tal...
Vocês desconfiaram dele?
Algumas pessoas nos procuraram e disseram que viram ele, momentos antes, com uma arma perto da nossa casa. A gente ficou muito aflito para que a polícia achasse ele.
Como foi saber que o assassino estava preso?
Foi muito injusto acabar com a vida do meu pai e da minha família só por algo que está na cabeça dele. Eu jamais imaginei perder a melhor pessoa da minha vida. O delegado tratou o caso como se fosse alguém da família dele, disse que ia resolver. Não esperava que fosse rápido assim.
 

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