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Tragédia em Linhares: fotos mostram interior da casa após incêndio

Os irmãos Joaquim Alves, de 4 anos e Kauã Butkowiski, de 6 anos, estavam no quarto no momento do incêndio, que aconteceu na madrugada do dia 21 de abril, em Linhares

Publicado em 09 de Julho de 2018 às 18:44

Redação de A Gazeta

Publicado em 

09 jul 2018 às 18:44
Fotos obtidas nesta segunda-feira (9) pelo jornalista Bruno Dalvi mostram o quarto dos irmãos Kauã Butkowiski, de 6 anos, e Joaquim Alves, de 4, que morreram carbonizados na madrugada do dia 21 de abril, em Linhares.
De acordo com um amigo da família, o pastor George Alves estava sozinho na residência com as duas crianças. A suspeita inicial era de que a babá eletrônica teria causado o fogo.
Veja vídeo:
PASTOR É INDICIADO POR MAIS UM ESTUPRO
O pastor Georgeval Alves, acusado de estuprar e matar o filho Joaquim Alves, de 4 anos, e o enteado, Kauã Butkowiski, de 6 anos, em Linhares, foi indiciado por outro estupro na cidade. O caso é de 2015, e a vítima, uma mulher, só procurou a polícia para contar a história após a prisão do pastor George, como ele é conhecido.
As informações foram reveladas em reportagem exclusiva do Jornal Hoje, realizada pelos jornalistas Mário Bonella, Bruno Dalvi e Esther Radaelli, da TV Gazeta.
O inquérito desse caso de estupro foi finalizado pela polícia na última quarta-feira, dia 04 de julho, e enviado ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES).
Além disso, o Jornal Hoje também teve acesso a imagens exclusivas do local do incêndio que matou o filho e o enteado do pastor. Elas mostram como o quarto dos meninos ficou destruído, em 23 de abril deste ano. Cenas do quarto em chamas, captadas por câmeras de segurança, também mostram parte da tragédia.
George está preso desde o dia 28 de abril. A mulher dele, a pastora Juliana Salles, mãe das crianças que morreram, também foi presa após análise do inquérito policial e de novas apurações feitas pelo MPES. A promotora Raquel Tannembaun entendeu que havia motivos para enquadrar a mãe como corresponsável pelas mortes das crianças, especialmente por omissão da parte dela.
PRISÃO DA PASTORA
A promotora entendeu que Juliana tinha consciência dos riscos que as crianças corriam ao ficarem sozinhas com George. Juliana está presa desde o dia 19 de junho, quando uma operação da Polícia Militar de Minas Gerais juntamente com equipe do Grupo Especial de Combate a Organizações Criminosas (Gaeco) de Minas localizou a mãe das crianças em Teófilo Otoni.
Ela, que morava em Linhares, havia saído da cidade e estava na casa de um dos pastores da Igreja Batista Vida e Paz, da qual faz parte. Desde então, a pastora segue presa na penitenciária da cidade. O MPES já solicitou a transferência de Juliana para o Espírito Santo, mas isso ainda não aconteceu.

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