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Tragédia em Linhares

Pastor abriu igreja depois de fechar salão em Linhares

Ao se mudarem para Linhares, o casal abriu um salão no térreo do prédio onde morava, no bairro Interlagos, em 2014. Porém, o empreendimento não durou muito tempo

Publicado em 30 de Abril de 2018 às 01:15

Redação de A Gazeta

Publicado em 

30 abr 2018 às 01:15
Pastor George Alves e a esposa, Juliana Salles, na época em que ele foi cabeleireiro Crédito: Reprodução/Facebook George Alves
Antes de se tornar líder da Igreja Batista Paz e Vida, no bairro Interlagos, em Linhares, o pastor George Alves também trabalhou como cabeleireiro na cidade, junto com a mulher Juliana Salles. Ele também atuou como cabeleireiro em São Paulo, onde nasceu, e chegou a dar cursos na área de beleza.
George e Juliana se conheceram em São Paulo. A esposa servia de modelo para os trabalhos do marido como cabeleireiro.
“Os dois se conheceram em São Paulo, quando Juliana morava lá. Lembro que George falou que estava com depressão e o médico falou para ele procurar uma cidade calma para morar e trabalhar. Ele disse que trabalhava com um sócio em São Paulo, mas o negócio não deu certo. Falou que tinha uma vida muito turbulenta antes. Aí eles vieram para cá, onde Juliana tem família”, contou a comerciante Nilceia Pertel de Oliveira, 50 anos, que é amiga próxima do casal, e era vizinha na época em que chegou em Linhares.
Ao se mudarem para Linhares, o casal abriu um salão no térreo do prédio onde morava, no bairro Interlagos, em 2014. Porém, o empreendimento não durou muito tempo.
Um ex-vizinho, que não quis se identificar à reportagem, disse que o pastor havia dito que não tinha condições de continuar com o salão no local.
Pastor George Alves e a esposa, Juliana Salles. Em destaque a época em que ele foi cabeleireiro Crédito: Reprodução/TV Gazeta
“Ele me disse que não estava dando para continuar com o salão e teria recebido uma espécie de ‘chamado’ para abrir uma igreja. Aí foi quando ele começou a igreja no local. Dava umas 15 a 20 pessoas no culto, mas como estava um barulho de bateria e pessoas gritando muito alto, pouco tempo depois ele saiu do imóvel”, disse.
PASTORA FICARÁ NA CIDADE
A pastora Juliana Salles, que perdeu os filhos Kauã, de 6 anos, e Joaquim, 3, durante o incêndio na casa em que moravam, no Centro de Linhares, não deve sair da cidade nos próximos dias.
“A Juliana deverá ficar disponível para, se precisar, dar mais depoimento à polícia”, informou uma pessoa próxima à pastora.
Um dia após a prisão do marido, o pastor Georgeval Alves Gonçalves, em um hotel onde o casal estava hospedado, no bairro Movelar, Juliana foi para a casa de familiares, onde está com o filho mais novo do casal.
No sábado (28), Juliana afirmou, em entrevista à TV Gazeta, que já  esperava pela prisão do marido.
“Não por achar que ele tenha culpa, mas esperava [a prisão] pela forma que seguia a linha de investigação da polícia”, justificou.
A pastora disse ainda que está muito abalada com todos os fatos e que não falaria mais sobre o caso.
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