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Mulher é condenada a 13 anos de prisão por morte de adolescente no ES

O julgamento aconteceu nesta quarta-feira (2), no Fórum Desembargador Santos Neves, em São Mateus

Publicado em 04/10/2019 às 11h31
Taynara Alves Rocha foi assassinada em 2015, na cidade de São Mateus, na região Norte do ES. Crédito: Reprodução
Taynara Alves Rocha foi assassinada em 2015, na cidade de São Mateus, na região Norte do ES. Crédito: Reprodução

Aconteceu nesta quarta-feira (2) o julgamento que apurava a participação de Thayná Barbosa Carrilho, de 24 anos, no assassinato da adolescente Taynara Alves Rocha, na época com 16 anos. Taynara foi morta em junho de 2015, no balneário de Guriri, em São Mateus, no Norte do Estado. Como Thayná foi a única a recorrer da sentença de pronúncia, o processo foi desmembrado e passou a tramitar em paralelo.

A sessão do Tribunal do Júri começou às 9h, no Fórum Desembargador Santos Neves, no bairro Jaqueline. Ainda durante a manhã, foram colhidos os depoimentos e, após um intervalo, foi a vez do Ministério Público fazer a sustentação da denúncia e reforçar o pedido de condenação da ré. Logo após o intervalo para almoço, os advogados de Thayná tentaram convencer o júri com a tese de negativa de autoria da ré.

A sentença foi proferida pelo juiz Felipe Rocha Silveira, que acompanhado da decisão dos jurados, julgou parcialmente procedente o pedido feito pelo Ministério Público. Thayná Barbosa Carrilho foi condenada à pena final de 13 anos e 6 meses de reclusão no regime fechado. Ela ainda foi absolvida quanto à imputação do art. 244-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

De acordo com a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), Thayná está presa no Centro Prisional Feminino de Colatina.

O QUE DIZ A DEFESA

Em entrevista para A Gazeta, o advogado Homero Junger Mafra, que defende Thayná, disse que a defesa já recorreu da decisão. “Nós já recorremos da sentença. Eu acho que houve uma injustiça e acho que não havia provas para condenar a Thayná. Tanto não havia que, na decisão de pronúncia, o juiz reconhece que essa participação era duvidosa e existindo essa dúvida não poderia se falar em condenação. Essa é uma opção que tem que ser revista. Nós já fizemos a apelação. Meu sentimento é que a Thayná foi vítima de injustiça”.

Segundo o advogado, a defesa já está preparando um novo pedido de prisão domiciliar para que Thayná cumpra a pena em sua residência, já que está com uma criança recém-nascida.

SOBRE O CASO

O homicídio que vitimou a adolescente Taynara Alves Rocha, em junho de 2015, no balneário de Guriri, em São Mateus, foi praticado, segundo o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), por Thayná Barbosa e outros dois homens. Eles foram denunciados pelo MPES pelo crime de homicídio consumado por motivo fútil, com emprego de meio cruel, mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima, com a participação de adolescente.

Segundo a denúncia, os réus atraíram a vítima a uma emboscada e, no local, desferiram vários golpes contra Taynara. A adolescente foi encontrada sem vida na estrada de Barra Nova, em Guriri, no dia seguinte ao crime.

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