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Poluição no litoral

Marinha investiga contaminação por óleo em seis praias de Aracruz

Foram recolhidos fragmentos com diâmetro de um a quatro centímetros. Material foi encaminhado para análise laboratorial, para confirmar se é a mesma substância que contaminou outras praias do Litoral Norte capixaba

Publicado em 13 de Novembro de 2019 às 21:14

Redação de A Gazeta

Publicado em 

13 nov 2019 às 21:14
Barra do Sahy, em Aracruz Crédito: Gilmar Favero Gaburro/ Foto do leitor
Em seis praias de Aracruz foram recolhidos, na tarde desta quarta-feira (13), supostos fragmentos de óleo. O material, com diâmetro de um a quatro centímetros, foi encaminhado para análise laboratorial para confirmar se é a mesma substância que contaminou outras praias do Litoral Norte capixaba.
Os fragmentos foram localizados – durante a vistoria diária que está sendo realizada na cidade – nas seguintes praias: Barra do Sahy, Putiri, Curral (em Santa Cruz), Baleia, Praia Formosa. No último sábado, já havia sido recolhido o mesmo tipo de fragmento na Praia dos Padres. "De nenhum deles recebemos nenhuma confirmação das análises que estão sendo realizadas por laboratórios da Marinha", explicou o secretário de Meio Ambiente de Aracruz, Edgar Allan Martins.
Martins descartou ainda a informação divulgada no site do Ibama de que em Praia Formosa havia sido confirmada a presença do resíduo. O Ibama, em nota, também negou a confirmação, explicando que duas pequenas amostras colhidas nesta terça-feira (12) foram encaminhadas para análise no Instituo de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira em Arraial do Cabo (RJ). "Não sendo possível, no momento, afirmar que é o mesmo óleo que atingiu o Nordeste do país", destacou o texto.
Praia de Gramuté, piscinas naturais, Aracruz Crédito: Mychael Santos
Nos grupos de mensagens por aplicativos também circulou a informação de que os fragmentos também teriam sido encontrados na Praia de Gramuté, famosa por suas piscinas naturais e localizada mais próximo aos limites com Fundão. O que também foi negado por Martins. "Não foi constatado por nosso monitoramento e não recebemos nenhuma denúncia", explicou o secretário.
Martins destaca que o município já conta com gabinete de crise, com cerca de 100 servidores capacitados para atuarem no manejo do óleo das praias, além de um banco de voluntários com 200 pessoas cadastradas que atuarão como força reserva na limpeza dos possíveis pontos contaminados. "Elas também estão sendo capacitados e poderão atuar, a depender da gravidade do problema", assinalou.
O mapeamento das áreas que podem ser afetadas na cidade inclui duas unidades de conservação. Uma delas é o Refúgio de vida silvestre de Aracruz, de gestão do ICMBio, e ainda a Área de Proteção Ambiental (APA) Costa das Algas, que inclui o litoral de Aracruz, Fundão e Serra. "São ecossistemas sujeitos a contaminação. Temos em nossa costa as lateritas, formações rochosas que sofrem intemperismo e que são áreas muito sensíveis e onde será difícil limpar se o óleo entrar em contato", pondera o secretário. Há ainda os manguezais da cidade, incluindo o maior do Estado em extensão, associado aos rios Piraqueaçu e Piraquê-Mirim.

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