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Linhares

Jovem do ES passa por transplante de córnea e sonha em voltar a enxergar

Emilly Bergamo, de 14 anos, passou pela cirurgia na última terça-feira (21) e já se recupera em casa

Publicado em 24 de Maio de 2019 às 22:23

Publicado em 

24 mai 2019 às 22:23
Emilly Bergamo, de 14 anos, passou pela cirurgia na última terça-feira (21) e já se recupera em casa Crédito: Reprodução / TV Gazeta Norte
Uma história de esperança e fé. A jovem Emilly Bergamo, de 14 anos, foi diagnosticada com ceratocone, uma doença que aos poucos causa a perda da visão. Após encontrar um doador compatível, Emilly passou por um transplante de córnea no olho esquerdo na última terça-feira (21) e agora se recupera na casa onde mora em Linhares, no Norte do Estado.
Segundo os médicos, a cirurgia foi um sucesso e a jovem conta que apesar do incômodo, a felicidade é ainda maior: “eu estou com bastante dor no olho, mas estou bem”.
Para o pai de Emilly, Edilson de Souza Rocha, a filha está se recuperando bem e deve passar por novas consultas. “Ela vai passar por novas avaliações, marcar as datas que tem que voltar, mas a principio está tudo certo” comenta.
Emilly Bergamo, de 14 anos, passou pela cirurgia na última terça-feira (21) e já se recupera em casa Crédito: Reprodução / TV Gazeta Norte
Antes da cirurgia, ela só enxergava vulto no olho esquerdo e no direito conseguia ver com dificuldade. Agora, Emilly vai passar por um procedimento conhecido como croslinking, que vai ajudar a aumentar a resistência e a estabilidade da córnea. Esse tratamento foi doado por dois médicos e um advogado que se comoveram com a história da jovem.
“A gente fica muito grato mesmo por essas pessoas que se comoveram em ajudar a ela, ajudando a mim também, é claro”, comenta Edilson ao falar sobre a doação do tratamento que vai aumentar as chances da filha voltar a enxergar.
Já para Emilly, o sentimento é de gratidão: “Agradeço muito a esses médicos que me ajudaram, porque se não fosse eles, a gente não iria conseguir”. O procedimento que a Emilly será submetida custa, em média, 7 mil reais, um valor que a família não teria como arcar. Os médicos e o advogado que vão custear o tratamento pediram para não serem identificados.
Saiba mais
Emilly começou a sentir os sintomas em 2016, quando passou a ter fortes dores de cabeça e só dois anos depois percebeu que estava perdendo a visão. De lá pra cá, a situação foi piorando aos poucos. A jovem até enxergava com a ajuda do óculos, mas sem ele, a dificuldade aumentava. A doença foi avançando e Emilly perdeu a visão do olho esquerdo e com o direito já enxergava com dificuldade. Agora, com o transplante realizado ela espera voltar a enxergar e retomar os estudos.
 

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