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Alto Lage

Sem pediatras, PA infantil de Cariacica amanhece fechado nesta sexta

De acordo com a secretaria de Saúde de Cariacica, cinco pediatras pediram demissão na última semana

Publicado em 03 de Maio de 2019 às 12:28

Caique Verli

Publicado em 

03 mai 2019 às 12:28
Setor infantil do Pronto Atendimento de Alto Lage fechada na manhã desta sexta (03) Crédito: Internauta | Gazeta Online

Após cinco médicos pediatras pedirem demissão, o setor pediátrico do Pronto Atendimento de Alto Lage, em Cariacica, está fechado na manhã desta desta sexta-feira (3). Um aviso no portão diz que o funcionamento permanecerá interrompido no plantão diurno, das 7h às 19h.

De acordo com informações da secretária de Saúde do município, Elizabeth Albuquerque, cinco pediatras pediram demissão na última semana. Apesar disso, o plantão noturno está mantido e deve contar com quatro médicos. 

De acordo com informações da equipe de reportagem da Rádio CBN Vitória, alguns pais esperam um retorno em frente ao PA. Uma das mães que está no local é dona de casa Sandra Sousa e o filho de um ano e 11 meses, que está com infecção de ouvido.  

O QUE DIZ A PREFEITURA

Por nota, a secretaria orienta a população que procure os PAs de Bela Vista e Nova Rosa da Penha, que funciona até as 17h. A secretária reforça que foram convocados 29 pediatras para atender o PA do trevo, os profissionais têm até dia 7 de maio para entregarem a documentação para efetivar a contratação.

"SITUAÇÃO ANUNCIADA"

O presidente do Sindicato dos Médicos do Espírito Santo (Simes), Otto Baptista, afirma que os pedidos de demissão foram uma "situação anunciada". Ele diz que as condições de trabalho no PA são complicadas para o profissional e, além de excesso de trabalho,  não há expectativa de efetivação, o que também motivou os pedidos de demissão.

"O PA do Trevo (Alto Lage) tem uma estrutura gigantesca, mas as condições internas não atendem a demanda aumentada do município e quem está na linha de frente é o médico, que pega essa sobrecarga de trabalho. Há superlotação e, por isso, uma pressão enorme em cima do profissional, além da sobrecarga de trabalho, por conta de escalas furadas. A população faz uma pressão contra o médico, há violência física, psíquica, moral, contratos precarizados sem expectativa de efetivar, todo esse contexto", explica o presidentes do Simes.

Com informações de Caíque Verli

Pessoas esperam em frete ao PA de Alto Lage Crédito: Vitor Jubini
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