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Vila Velha

Primeiro caso de morte por supergripe é registrado no ES em 2019

Uma idosa de 91 anos morreu no mês de março em Vila Velha

Publicado em 23 de Abril de 2019 às 14:33

Laila Magesk

Publicado em 

23 abr 2019 às 14:33
Crédito: Arquivo

Uma idosa de 91 anos morreu em decorrência do vírus influenza H3N2 no mês de março, em Vila Velha. As informações foram confirmadas pela Secretaria de Saúde do município. Este é o primeiro caso de morte por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), conhecida popularmente como supergripe, no Estado, em 2019. O nome da idosa e o bairro onde ela morava não foram divulgados. 

"Foi o primeiro óbito registrado de 2019 em Vila Velha. É uma paciente idosa, de 91 anos, que evoluiu a óbito em março e, na semana passada, chegou o resultado laboratorial confirmando a causa", diz a médica infectologista Mylene Murad, que é a referência técnica da Vigilância Epidemiológica de Vila Velha. 

Sobre a Prefeitura realizar alguma ação específica no local onde a idosa residia, a médica afirma que não é necessário, porque a influenza é um vírus que circula em todo o Estado. "Para a influenza, o bairro não tem relevância, diferentemente de dengue que tem mosquito naquela região. A influenza é um vírus de ampla circulação. Não significa que ela adquiriu a doença no bairro dela".

Primeiro caso de morte por supergripe é registrado no ES em 2019

VACINAÇÃO

A médica reforça a importância da vacinação. "Tem que lembrar que o vírus está circulando, a ação preventiva que está sendo feita é a vacinação, que já foi iniciada".

Vacinou, você está protegido da doença grave. O grande ganho da vacinação é não ter doença grave
Mylene Murad, médica infectologista

De acordo com a infectologista, a idosa não chegou a tomar a vacina da gripe, pois ela faleceu em março e a campanha teve início em abril. Perguntada se a idosa tomou a vacina contra gripe no ano passado, a médica afirmou que não tinha essa informação, mas que a média de duração de proteção é em torno de 10 meses.

"E os subtipos de vírus diferenciam de um ano para o outro. A composição da vacina do ano passado é diferente da composição deste ano, porque os vírus que circulavam no ano passado são diferentes dos que estão circulando agora. O nome é o mesmo, mas eles têm pequenas diferenças, cepas diferentes".

IDADE

Sobre a paciente, a idade foi um fator complicante. "Essa paciente era de grupo de risco, idosa, tem o maior risco de adoecimento, complicação e óbito pelo vírus de influenza. A idade foi o fator mais complicante nesse caso, 91 anos é um paciente muito idoso e que já tem outras comorbidades (doenças) associadas", explica a infectologista. 

A referência técnica contou que, por enquanto, não há outros casos de óbitos sendo investigados por influenza. "Por enquanto não, mas vou atualizar os dados até o final da semana. Mas esses dados são mutáveis. Temos que lembrar que estamos em plena sazonalidade da influenza, no período de outono/inverno, quando o vírus circula mais. É esperado ter aumento no número de internações por influenza e é possível ter outro óbito por conta de comorbidades relacionadas". 

Mas a médica deixa claro que o vírus influenza nem sempre traz complicações graves, depende de cada pessoa. Um sinal de alerta é ter febre persistente, por mais de quatro dias, e falta de ar.

NÚMERO DE CASOS

Em Vila Velha, são seis de influenza A (H3N2), um de influenza B e um de influenza A, não subtipado, porque foi feito em laboratório privado. O caso da idosa que morreu está incluso nesses números.

ESPÍRITO SANTO

De acordo com informações da Secretaria de Estado da Saúde, até o momento, em 2019, foram 16 casos confirmados no Espírito Santo de Síndrome Respiratória Aguda Grave, sendo 12 por influenza A (H3N2), quatro por influenza B, resultando em um óbito. A Sesa não especificou se esse óbito é o registrado em Vila Velha. 

2018

Já no ano passado, foram 160 casos confirmados de Síndrome Respiratória Aguda Grave, sendo 106 por influenza A (H1N1), 46 por influenza A (H3N2), oito por influenza B. O número de óbitos em 2018 foi de 22.

2017

No ano anterior, em 2017, foram registrados no Estado 66 casos de SRAG, mas nenhum caso por influenza A (H1N1), sendo 54 casos por influenza A (H3N2), um caso por influenza A (não subtipado) e 11 casos por influenza B. Destes casos, oito evoluíram para óbito.

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