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Crimes Brutais no ES

Polícia Civil pede que inquérito de Isabela Cassani seja arquivado

Nesta  quinta-feira (24) completa 20 anos desde que a estudante saiu para ir à casa de uma amiga, mas foi encontrada morta no dia seguinte

Publicado em 24 de Outubro de 2019 às 16:18

Redação de A Gazeta

Publicado em 

24 out 2019 às 16:18
Isabela Cassani Crédito: Reprodução / Arquivo AG
A Polícia Civil encerrou as investigações sobre o assassinato da estudante Isabela Negri Cassani, 15 anos, e encaminha nesta sexta-feira (25) o inquérito para o Ministério Público do Estado (MPE). O assassino não foi identificado e o crime estará impune. Nesta quinta-feira (24), completam 20 anos desde que a adolescente saiu de casa, em Jardim da Penha, Vitória, na noite de um domingo, para ir dormir na casa de uma amiga da igreja, no Centro. O corpo dela foi encontrado no dia seguinte, boiando na baía de Vitória. 
O pedido de arquivamento do inquérito policial aberto no dia 25 de outubro de 1999, dia em que o corpo de Isabela foi localizado por remadores, será feito para o Ministério Público do Estado (MPE), uma vez que o prazo prescricional de um homicídio qualificado, segundo a legislação brasileira, é de 20 anos.
Em coletiva na tarde desta quinta-feira (24), o delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda,  informou que apesar  do esforço da Polícia  Civil, o crime prescreveu. "Não  há nada  o que se  possa fazer, ocorreu a prescrição, a perda do direito de punir do Estado".
O último delegado do caso, José Lopes, atual chefe do Departamento Especializado em Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP),  considera o inquérito que apura a morte da jovem emblemático. "Oitenta policiais estiveram envolvidos nesta investigação.  O inquérito tem 875 folhas. Foram ouvidos os depoimentos de 61 pessoas ao longo dos 20 anos. Cinco chegaram a ser presas.  Chegou a ser feito até um retrato falado.  E ainda tivemos 58 exames de DNAs, mas, infelizmente,  para a conclusão do procedimento, todos tiveram resultado negativo",  esclareceu.
José Lopes esteve a frente do caso nos últimos quatro anos e, junto de mais dois investigadores,  conseguiu localizar mais oito pessoas que poderiam estar no caminho de Isabela. Todos os exames deram negativo. Agora, com a prescrição do crime, mesmo que seja localizado o assassino, ele não poderá ser mais processado, julgado e sentenciado. 
De acordo com Arruda,  se um  novo suspeito surgir, mesmo com a prescrição do crime, o exame de DNA poderá ser feito. "Pelo menos para termos como dar uma resposta para a família", disse.

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