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Grande Vitória

Passagem do Transcol sobe para R$ 3,75

Reajuste de R$ 0,35 foi anunciado na manhã desta sexta-feira pelo Governo do Estado

Publicado em 11 de Janeiro de 2019 às 13:35

Barbara Oliveira

Publicado em 

11 jan 2019 às 13:35
Governo anunciou na manhã desta sexta-feira o reajuste na passagem do Transcol Crédito: Eduardo Dias
A passagem de ônibus na Grande Vitória vai ficar R$ 0,35 mais cara a partir deste domingo (13). Em coletiva na manhã desta sexta-feira (11), o governo do Estado anunciou que a tarifa do sistema Transcol passa de R$ 3,40 (valor atual) para R$ 3,75 nos dias úteis. Aos domingos e feriados, a passagem que custava R$ 2,95 e passa para R$ 3,25.
O aumento vale também para o Bike GV, linha que faz o transporte de bicicletas entre Vitória e Vila Velha pela Terceira Ponte, e que passará de R$ 1,70 para R$ 1,85, e para os ônibus seletivos. As linhas de Vila Velha, Cariacica e Viana, que custam R$ 5,70, passam para R$ 6,05. As linhas da Serra, que custam R$ 6,25, passam para R$ 6,65. E as linhas de Jacaraípe e Praia Grande passam de R$ 6,60 para R$ 7,05.
Passagem do Transcol sobe para 3,75 reais
O reajuste definido nesta sexta é de 10,29%. A inflação fechou 2018 no Espírito Santo em 4,19%, percentual bem abaixo do que o definido para o valor da passagem. Segundo o secretário de Estado dos Transportes e Obras Públicas (Setop), Fábio Damasceno, o reajuste é uma garantia de renovação da frota. "É uma frota envelhecida e que está quebrando, nós precisamos trocar", afirmou.
De acordo com o secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas, o reajuste deste ano é menor que a média dos últimos três anos, quando o aumento foi de 11,62%.
DÍVIDA DE R$ 360,00 MILHÕES
Atualmente, o Transcol possui uma dívida de R$ 360 milhões com as empresas dos consórcios que operam o sistema, originada pela queda de receita e pelo não reajuste do subsídio que é pago às empresas pelo Governo Estadual. “Há quatro anos a gente tinha 200 milhões de passageiros. Tivemos uma queda de mais de 14%, com menos de 171 milhões de passageiros atualmente. O sistema realizava 4,2 milhões de viagens e agora não realiza nem 4 milhões”, exemplificou.
Segundo Damasceno, o Governo do Estado repassou às empresas menos do que deveria de subsídio - o valor era de R$ 0,60 até o ano passado. Com isso, a conta não fechava com a queda de arrecadação. No mês passado uma auditoria independente feita a pedido das empresas apontou a necessidade de um reajuste de 13,55% no contrato a favor das empresas.
“O subsídio permaneceu o mesmo. O Estado congelou a participação dele. O que acontece? Se você não aumenta a remuneração para as empresas com a arrecadação caindo fica a dívida (o Governo não cobre a despesa da queda de arrecadação). O valor de R$ 0,60 que o governo paga por usuário deveria ter sido maior, mas o governo fixou nisso e não pagava mais”, explicou o secretário.
Segundo o Damasceno, a redução da demanda e consequentemente da arrecadação se dá por vários motivos, entre eles a chegada dos aplicativos de transporte e a deterioração do sistema. “Você acaba tendo um prejuízo para o usuário. Para cobrir a despesa reduz custo, como reduzindo número de ônibus. Aí perde passageiro e perde receita, chegando agora ao limite de R$ 360,00 milhões em dívidas. Vira uma bola de neve”, completou.
Para cobrir esse custo, a passagem deveria aumentar em cerca de 20% (incluindo o reequilíbrio do contrato definido pela auditoria e reajustes previstos anualmente a favor das empresas), de acordo com o secretário. Isso não foi feito para não repassar todo o custo todo para o usuário de uma só vez. “Não vamos resolver o problema de um dia para o outro. O reajuste começa a equalizar o sistema”, declarou.
A ideia é que, com a melhoria no transporte, o governo consiga reduzir a dívida de forma gradativa no máximo em três anos. O Governo do Estado também deve aumentar o subsídio para as empresas, mas não divulgou quanto seria esse valor. Além disso, a contrapartida para o usuário é que o sistema volte a evoluir e melhorar o atendimento para os passageiros. 
“Vamos ter melhorias nos terminais, nas linhas, trazer tecnologia para o sistema. Vamos também renovar a frota. Não podemos deixar o sistema sem investimentos. A renovação de frota também é fundamental, os ônibus estão quebrando e causam atrasos. Ônibus velhos têm custo de manutenção alto”, detalhou.
AR CONDICIONADO SEM DATA 
Duas das melhorias mais pedidas pelos capixabas, o aumento da frota e a inclusão de ar condicionado nos ônibus serão avaliadas e ainda não têm data para acontecer.
"Tudo que faz parte da melhoria dos sistemas de transporte nós estamos avaliando. Mas é preciso ter pé no chão e olhar como Brasil e o Espírito Santo vão se comportar, como vai se comportar o custo, o sistema. Ar condicionado e tudo que for para melhorar a qualidade do sistema de transporte é prioridade. Aumentar a frota depende de uma avaliação da Ceturb. Mas o que nós queremos é a melhoria da qualidade para a população, isso vai trazer mais passageiros e aumento de receita", concluiu.
OS VALORES DO TRANSCOL
Dias úteis: passagem passou de R$ 3,40 para R$ 3,75
Domingos e feriados: de R$ 2,95 para R$ 3,25 
Bike GV: de R$ 1,70 para R$ 1,85
Seletivos de Vila Velha, Cariacica e Viana: de R$ 5,70 para R$ 6,05
Seletivos da Serra: de R$ 6,25 passam para R$ 6,65
Seletivos de Jacaraípe e Praia Grande: passam de R$ 6,60 para R$ 7,05

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