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Prédio histórico

Obras de restauração da Estação Leopoldina não saem do papel

Um ano após promessa, projeto de reforma nem foi aprovado

Publicado em 

05 jul 2019 às 02:13

Publicado em 05 de Julho de 2019 às 02:13

Estação Leopoldina está em situação de abandono, com estrutura precária e pichações Crédito: Bernardo Coutinho
As obras no prédio histórico da Estação Ferroviária de Vitória, conhecida como Leopoldina, em Argolas, Vila Velha, não têm prazo para começar. Cedido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) ao município em junho de 2018, o lugar, que está desativado há 30 anos, seria restaurado pela prefeitura para receber um centro pedagógico e cultural até o fim de 2019.
Datado do fim do século 19, o espaço já foi uma das mais importantes estações do transporte de café no século 20. O prédio abandonado acumula uma série de projetos descontinuados.
Em maio de 2018, a Prefeitura de Vila Velha anunciou que tinha pedido o prédio da estação ao Iphan para reformá-lo e transformá-lo em um centro pedagógico e cultural anexo à escola municipal Ana Bernardes Rocha. As atividades não seriam restritas ao uso escolar, com oficinas, apresentações artísticas e exposições.
Na proposta para o local, que continua a mesma, está prevista a instalação de laboratório de informática, sala de música e dança, biblioteca, auditório, espaço para exposições de arte e um museu com a história da ferrovia.
No primeiro anúncio, em maio do ano passado, a Prefeitura de Vila Velha disse que a estação estaria restaurada e funcionando até o final deste ano. Por enquanto, as obras não têm data para início e, tampouco, para conclusão.
Após a reportagem procurar a administração municipal para saber sobre o andamento do projeto, a prefeitura informou que técnicos da Secretaria Municipal de Obras (Semob) fizeram uma visita técnica ao local nesta semana. Ainda foi informado que as avaliações físicas da edificação e estudos para determinar os níveis de intervenções necessárias para a recuperação do imóvel estão sendo feitas.
Estação Leopoldina está em situação de abandono, com estrutura precária e pichações Crédito: Bernardo Coutinho
O Iphan informou que cedeu a construção ao município para que fosse feito o espaço pedagógico e cultural em junho de 2018. O Instituto comunicou que está aguardando a apresentação do projeto arquitetônico finalizado para autorizar o início das obras.
Sobre o projeto arquitetônico, a prefeitura disse que esse e outros projetos executivos precisam de autorização de órgãos responsáveis e estão em análise. Apesar de ter sido anunciada para estar pronta neste ano, a obra também não tem orçamento.
Enquanto isso não vai à frente, o prédio da estação está abandonado, depredado, acumulando sujeira e pichações.
HISTÓRICO
 
A construção de 1895 está desativada há mais de 30 anos. Parte da história do Espírito Santo, a Estação Ferroviária de Vitória está abandonada, suja e depredada.
Em 2008, a construção foi protegida como patrimônio nacional. A prefeitura já planejava utilizá-la e apresentou um projeto ao Iphan, que solicitou correções.
Em agosto de 2013, o Ministério da Cultura cedeu o imóvel ao município que, em 2015, devolveu sem implantar o projeto. Antes de ser devolvido ao Iphan, o local estava sendo ocupado por pessoas em situação de rua e usuários de drogas.
O novo pedido da Prefeitura de Vila Velha para o Iphan foi em 2017. O Instituto solicitou que o município apresentasse um projeto. Depois de apresentado, a estação foi novamente cedida, em junho de 2018, para a administração municipal.
A HISTÓRIA
Ciclo econômico
A Estação Ferroviária de Vitória, também denominada Estação Leopoldina, está localizada no bairro de Argolas, em Vila Velha. Fez parte do sistema ferroviário que caracterizou um dos grandes ciclos econômicos da História do Brasil, o cafeeiro, e é a última estação da linha pertencente à extinta Rede Ferroviária Federal S.A.
Estilo
A Estação foi a primeira construída pela Estrada de Ferro Sul do Espírito Santo, em 1895, e reconstruída em 1937 com as feições atuais, em estilo Art Déco.
Estrutura
Construída em concreto armado, com cobertura composta por estrutura de madeira e atualmente telhas de fibrocimento, a edificação principal possui planta longitudinal ao longo da Avenida Anézio José Simões.
Na lateral direita, há uma passarela de pedestres, também em concreto armado, que faz a ligação da Avenida com o bairro de Argolas.

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