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Constrangimento

'Nunca fui tão humilhada', diz passageira presa em roleta de ônibus no ES

Elisângela Pereira contou que passageiros ficaram rindo e debochando dela. Mesmo pedindo para parar o coletivo, o motorista dirigiu por aproximadamente 25 minutos até o Corpo de Bombeiros, onde buscou ajuda

Publicado em 31 de Dezembro de 2019 às 19:03

Redação de A Gazeta

Publicado em 

31 dez 2019 às 19:03
Passageira ficou presa ao tentar passar pela roleta de ônibus em Guarapari Crédito: Reprodução/ Internauta
Durante o trajeto de 25 minutos, do ponto em que ficou presa na roleta do ônibus, até o Corpo de Bombeiros da Guarapari, para onde o motorista dirigiu a fim de pedir ajuda, Elisângela foi atacada com deboches e piadas sobre o peso dela. O constrangimento foi tão grande, que ela decidiu ir até à Delegacia de Polícia registrar um boletim de ocorrência contra a empresa de ônibus. 
"Fiquei mais de 25 minutos ouvindo os outros zoando da minha cara, tirando foto. Nunca fui tão humilhada. Isso só aconteceu por ignorância do motorista. Se ele não tivesse falado nada, eu teria entrado pela porta do meio. Faltou respeito"
Elisângela Pereira - Passageira
Elisângela é do interior do Estado e estava a passeio em Guarapari, cidade litorânea do Espírito Santo. Na manhã desta terça-feira (30), ela ficou presa em uma roleta ao pegar um ônibus na cidade. À reportagem, ela disse que passou na catraca após o motorista dizer que aquele era o jeito correto de entrar no coletivo. A passageira tinha pedido para que a porta do meio fosse aberta para que a mãe, que é idosa, entrasse no veículo, já que não havia espaço na parte da frente.
"Ele abriu a porta do meio e minha mãe entrou, com minha filha e meu sobrinho. Logo em seguida, ele disse que a obrigação de todo mundo era usar a roleta, que era o jeito certo. Eu falei: 'Beleza', e fui para passar pela catraca. Acabei ficando agarrada e passando por um constrangimento enorme", contou.
Elisângela disse que costuma usar ônibus e passar pela roleta, e que nunca tinha ficado presa. Mas por causa da situação, que gerou constrangimento e vergonha para a passageira, ela não quer mais andar de transporte público. 
"Eu não quero saber de pegar ônibus mais não. Fui tratada como um cachorro. Estou com muita vergonha e medo de encontrar com as pessoas na rua"
Elisângela Pereira - Passageira
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