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Barragem em Brumadinho

Lama de rejeitos da Vale não vai atingir o ES, dizem especialistas

O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica (CBH) do Santa Maria do Doce é categórico: 'Chance é zero'
Lais Magesky

Publicado em 

25 jan 2019 às 18:44

Publicado em 25 de Janeiro de 2019 às 18:44

Populares observam destruição causado pelo rompimento da barragem da Mineradora Samarco no subdistrito de Bento Rodrigues, no município de Mariana (MG) Crédito: MÁRCIO FERNANDES
Três anos depois da maior tragédia ambiental do Brasil, que foi o rompimento da barragem de Mariana, em Minas Gerais, em 2015, o rompimento de uma nova barragem de rejeito de minério da Vale em Brumadinho, Região Metropolitana de Belo Horizonte, surpreendeu todo o Brasil nesta sexta-feira (25) e preocupa os capixabas. O Gazeta Online conversou com especialistas que são categóricos em afirmar que os rejeitos da barragem do Córrego do Feijão, cerca de um milhão de toneladas de lama, não chegará ao Espírito Santo. A explicação é simples: o rio Paraopeba, atingido com o rompimento, não faz parte da Bacia do Rio Doce.
De acordo com o professor do Departamento de Oceanografia e Ecologia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Luiz Fernando Schettino, o lamaçal não chegará ao Estado porque, a principio, os rejeitos devem desaguar no Rio São Francisco. "Este é um rio que eu, inclusive, faço restrições nessa questão da transposição. Ele já precisava de tratamento para se recuperar... É um 'doente que as pessoas querem sair dele'. Pelo que estamos vendo por aí, será um milhão de tonelada de lama no Rio São Francisco", disse.
O que pode ser atingido, de acordo com Schettino, são as hidrelétricas e projetos de irrigação nos arredores. "Fico triste porque Belo Horizonte já teve um problema de inundação, uma série de problemas. Isso é um impacto, um custo ambiental muito grande", lamentou.
O professor acha importante que os capixabas se acalmem e reforça que a possibilidade dos rejeitos atingirem o ES não existe. "Os rejeitos chegariam aqui se tivessem rompido em direção ao mar, mas não foi o que aconteceu. A questão toda que fico pensando é se o tratamento que vai ser feito, será o mesmo que teve aqui, porque, na minha opinião, foi totalmente sem preparo para enfrentar a situação, não tinha um plano de emergência, de contingência", relembrou Luiz.
O Gazeta Online também conversou com o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica (CBH) do Santa Maria do Doce, Antônio Demuner. Ele reafirmou que não existe possibilidade nenhuma dos rejeitos de minério chegarem ao Espírito Santo. O rio Santa Maria do Doce é um curso de água do Espírito Santo e afluente do Rio Doce.
A barragem rompeu e desaguou no Rio Paraopeba; posteriormente, deve desaguar no São Francisco. Então não tem nada a ver a Bacia do São Francisco com a do Rio Doce; a possibilidade é zero
AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS SE SOLIDARIZA
Em uma nota enviada à imprensa, a Agência Nacional de Águas (Ana) informou que se solidariza aos afetados pelo rompimento da barragem do Córrego do Feijão, no município de Brumadinho, em Minas Gerais. (veja na íntegra)
Estamos em constante comunicação com os órgãos e autoridades federais e estaduais, inclusive no âmbito de recente Acordo de Cooperação sobre Segurança de Barragens, que está permitindo troca facilitada e mais rápida de dados sobre a situação no local do evento.
A ANA está monitorando a onda de rejeito e coordenando ações para manutenção do abastecimento de água e sua qualidade para as cidades que captam água ao longo do rio Paraopeba.
A barragem da Usina Hidrelétrica Retiro Baixo está a 220 km do local do rompimento e possibilitará amortecimento da onda de rejeito. Estima-se que essa onda atingirá a usina em cerca de dois dias.
A fiscalização da barragem rompida, de acumulação de rejeito de mineração, cabe à autoridade outorgante de direitos minerários.
BARRAGEM PODE SERVIR DE "BARREIRA DE PROTEÇÃO"
De acordo com matéria publicada pelo Jornal O Globo, um relatório foi repassado por técnicos do governo ao ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles. O documento mostra que os rejeitos da barragem da Vale realmente devem atingir nas próximas horas o reservatório da Hidrelétrica de Retiro Baixo, a cerca de 150 quilômetros do local do desastre.
Os técnicos que estudaram o caso afirmaram que os rejeitos poderão chegar ao Rio Paraopeba e serem canalizados até Retiro Baixo, que pode servir como uma espécie de barreira de proteção de contenção para evitar que os rejeitos de minério atinjam o Rio São Francisco.
Barragem da mineradora Vale se rompe e atinge Brumadinho Crédito: Divulgação/Corpo de Bombeiros

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