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Alerta no Espírito Santo

HIV: na Serra, diagnóstico de casos tem  "boom" no mês de setembro

Em setembro, 26 pessoas foram diagnosticadas por meio de exame  no município. No mês anterior, foram sete casos

Publicado em 08 de Outubro de 2019 às 10:59

Sullivan Silva

Publicado em 

08 out 2019 às 10:59
Campanha contra a AIDS/HIV Crédito: Arquivo/AG
Em setembro deste ano,  o município da Serra viu o número de registros de pessoas infectadas pelos vírus HIV aumentar consideravelmente. Foram registrados 26 novos casos positivos. Um aumento de 53% em relação ao mês de agosto. 
Em  2017, foram registrados 191 casos de moradores com o vírus HIV. De lá pra cá, tem havido queda. Em 2018, o número foi de  141 casos diagnosticado e, em 2019,  foram 95 registros.
Atualmente, há 1.700 pacientes em tratamento no Centro de Testagem e Aconselhamento da Serra (CTA).
De acordo com o subsecretário de Saúde da Serra, Aldo Lugão, o desequilíbrio entre de casos confirmados este ano podem ter relação com campanhas nacionais de prevenção à AIDS e por uma ação interna do município com moradores de rua para a  realização de exames.
“Em agosto e setembro, realizamos atendimentos multidisciplinares com pessoas em situação de rua. Além do acolhimento, abordagem, apoio psicossocial, eles também são encaminhados para exames. Quando aceitam,  fazemos testes de várias  doenças,  como sífilis e HIV”, explicou Lugão.
O subsecretário explicou que os exames de HIV não são obrigatórios, tem que ser demanda espontânea. “As pessoas procuram realizar o exame, muitas vezes, durante campanhas nacionais, o que já provoca uma variação no número de diagnóstico maior”, pontua.
Na Serra,  jovens e homens representam a maior parte das pessoas que portam o vírus. “Percebemos que a geração atual tem uma menor preocupação com a doença, que foi sendo menosprezada com o passar dos anos. O que não entendem é que é uma doença severa, que não tem cura, apesar de haver acompanhamento”, pontuou.

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