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Governo federal quer repassar creches à iniciativa privada

No Programa de Parcerias de Investimentos está em estudo a possibilidade de fazer concessões na área de educação

Publicado em 26/08/2019 às 20h53
Creches em construção deverão ser repassadas pelo governo federal para a iniciativa privada por falta de verbas. Crédito: José Bittar/MEC
Creches em construção deverão ser repassadas pelo governo federal para a iniciativa privada por falta de verbas. Crédito: José Bittar/MEC

O governo federal está avaliando conceder à iniciativa privada mais de mil creches pelo país que ainda não tiveram as obras concluídas. Sem recursos para terminar os projetos, a proposta é atrair investidores dispostos a finalizar o serviço e também fazer a oferta das vagas - pelo menos parte seria comprada pelo próprio governo para distribuí-las à população. 

As informações foram repassadas pela secretária especial do Programa de Parcerias de Investimentos, Martha Seillier, mas sem relacionar Estados e municípios afetados pelo projeto. O secretário estadual da Educação, Vitor de Angelo, informou que não poderia se manifestar sobre o assunto porque não houve uma comunicação oficial sobre a medida. De toda maneira, ele acredita que a proposta do governo atinja somente as unidades que estão sendo construídas pela União. 

Martha falou que a dimensão do programa depende de quanto o Ministério da Educação (MEC) conseguirá dispor de recursos. Se forem poucos, o governo pretende começar com creches-piloto. Procurada nesta segunda-feira (26), a assessoria do MEC informou que não teria nada a falar sobre a proposta, nem se terá recursos, uma vez que todo o trabalho está sendo conduzido por áreas ligadas ao gabinete da Presidência. 

Embora não haja prazos para a realização da concessão, Martha acrescentou que creches já foram colocadas no PPI na semana passada, quando o governo anunciou a inclusão de mais nove estatais no programa de privatizações. A ideia é mapear a situação de cada uma para decidir se as concessões serão por Estado ou em blocos para conseguir entregar o maior número possível de unidades prontas até o final da gestão.

Com informações do Estadão

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