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Exemplo de aluna

Filha de catadores de recicláveis conquista bolsa para estudar no exterior

A adolescente Luíza Eleotério vai passar três meses estudando inglês fora do país, com todas as despesas pagas, após passar em uma seleção para alunos da rede pública

Publicado em 05 de Fevereiro de 2020 às 20:16

Redação de A Gazeta

Publicado em 

05 fev 2020 às 20:16
Luiza Eleotério e os pais que são catadores de material reciclável Crédito: Everton Ribeiro
Alfabetizada pela própria mãe aos 5 anos de idade, a menina Luíza Eleotério dos Anjos, de 18 anos, vai voar para longe. Filha de catadores de materiais recicláveis, a estudante de escola pública conquistou uma bolsa de estudos para cursar inglês no exterior.
Luíza era aluna da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Clóvis Borges Miguel, em Serra-Sede, onde conheceu um programa do governo que oferecia curso de inglês e espanhol para estudantes da rede pública. Não demorou muito e ela logo se inscreveu no cursinho de inglês.
"Meus pais sempre trabalharam muito para que eu pudesse só estudar. Por isso, sempre me dediquei ao colégio e a tudo que tive oportunidade de fazer, como esse curso de inglês”, contou a menina.
Em 2019, Luíza cursou o último ano do ensino médio e tentou a prova para fazer curso de línguas em outro país. O exame contou com uma primeira fase escrita e a segunda de prova oral. Na bolsa de estudos estão incluídos estadia, passagens e alimentação. Ainda não foi definido, mas as opções  para a estudante de sorteio  são o Canadá, Estados Unidos ou Inglaterra. Serão três meses de muito aprendizado.  Outras três alunas do colégio Clóvis Borges também foram selecionadas para estudar no exterior.
Luíza Eleotério conquistou uma bolsa de estudos no exterior Crédito: Arquivo Pessoal
A menina que conquistou uma vaga para estudar inglês no exterior cresceu vendo os pais Alvanete da Silva Eleotério dos Anjos, de 46 anos, e Ubirajara Pereira dos Anjos, de 52, trabalhando muito. Os dois são catadores de materiais recicláveis e sempre prezaram pela educação da filha. Alvanete conta como recebeu a notícia da bolsa da filha. "Esperávamos que ela conseguiria, mas sempre fica aquela ansiedade. Sempre foi dedicada aos estudos e alcançou essa bênção. Sei que se fosse olhar por nosso recurso financeiro, nunca poderíamos pagar um curso de inglês, quem dirá ir cursar fora do país", observou a mãe.
Alvanete e Ubirajara fazem integram a Associação Banco Regional Ambiental Solidário (Abrasol), uma cooperativa de catadores de materiais do lixo que podem ser reaproveitados. A cooperativa existe desde 2010, gera uma renda média por trabalhador de até R$ 500 e funciona no bairro Planalto Serrano, na Serra. São plásticos, papelões e outros materiais que são separados e prensados para serem vendidos para empresas de reciclagem.
Mesmo com o trabalho árduo e até de dupla jornada no caso de Ubirajara – que também trabalha como vigilante –, os pais de Luíza forneceram bem mais que estrutura para que ela pudesse estudar. Eles deram presença. "Costumo acompanhá-la em tudo que ela precisa: inscrição no Ifes, reuniões, plantões pedagógicos, provas de seleção. Acredito ser importante o apoio e a presença dos pais, dando força. O pai dela e eu sempre a incentivamos, não temos recursos financeiros para estar repassando para ela,  mas temos apoio, amor e carinho", conta Alvanete, que nunca permitiu que a filha trabalhasse para que a menina se dedicasse aos estudos. 
Luíza fez a prova do Enem em 2019 e vai tentar Biomedicina no Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) de Vila Velha. Apesar da pouca idade, ela tem certeza que todas as conquistas são graças a luta diária dos pais. "Eles trabalham muito, são minha  motivação, me impulsionam. Quero conseguir várias coisas e poder fazer o que precisar dentro de casa, dar orgulho para eles. É tão importante para mim quanto para eles essa viagem", completou a sorridente jovem.

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