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Famílias despejadas em Vila Velha estão há um ano sem respostas

40 famílias foram despejadas durante a reintegração de posse de um terreno particular em Morada da Barra, Vila Velha

Publicado em 23/09/2019 às 15h33
Atualizado em 23/09/2019 às 19h40
Famílias alojadas num espaço do Centro de Referencia de Assistência Social de Vila Velha (Cras), aguardam respostas da Prefeitura de Vila Velha . Crédito: TV Gazeta
Famílias alojadas num espaço do Centro de Referencia de Assistência Social de Vila Velha (Cras), aguardam respostas da Prefeitura de Vila Velha . Crédito: TV Gazeta

Após um ano, 13 das 40 famílias que foram despejadas durante a reintegração de posse de um terreno particular em Morada da Barra, Vila Velha, e que na época foram alojadas num espaço do Centro de Referencia de Assistência Social de Vila Velha (Cras) em uma medida provisória, aguardam até hoje uma resposta da prefeitura. O futuro de todas essas famílias ainda é incerto.

Dividido um espaço que virou sala, quarto e até cozinha, a autônoma Eliana Assis de Carvalho, vive com o marido e o filho. “ A gente tá aqui nesse espaço apertado, mas é o que têm no momento, onde estamos  vivendo e temos que nos adaptar. A gente fica na expectativa esperando uma resposta da prefeitura, que fala que vai fazer alguma coisa pra gente”, afirma.

No total pelo menos 45 pessoas, sendo que 20 são crianças, dividem o espaço. Cada família possui um quarto. Para o pedreiro Marcos do Amaral que vive com a esposa, o irmão e mais três filhos, morar num espaço assim é complicado. ”É difícil viver assim, mas a gente tem que viver, pois não temos nenhuma proposta de ninguém. Até agora não recebemos nenhuma resposta, nem a assistência social vem aqui pra falar uma palavra sequer com a gente”.

A falta de estrutura é cada vez mais aparente. Os fios expostos no espaço improvisado trazem riscos e quando chove, a área externa e a cozinha do local ficam alagadas. ” Aqui quando chove vira água pura, em tempo de voltar para as casas. Os fios já pegaram fogo e nós não temos para onde ir, não temos o que fazer, só esperar a boa vontade da prefeitura pra ver o que eles podem estar fazendo por nós”, relata o pedreiro Rogério Gonçalves.

Em nota a Secretaria de Assistência Social da Prefeitura de Vila Velha afirma que tem prestado atendimento e dado orientações a estas famílias, oferecendo alimentação, encaminhamento médico e jurídico, além do espaço até que as pessoas sejam reassentadas numa área que de pra construir as casas. A Secretária de Desenvolvimento Humano afirmou que tem trabalhado em encontrar essa área.

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