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Estado tem duas mortes por dia no trânsito

Foram 652 ocorrências de janeiro a novembro de 2018

Publicado em 03/02/2019 às 19h17
Acidente com morte na ES 248, em Linhares. Crédito: Loreta Fagionato | Gazeta Online
Acidente com morte na ES 248, em Linhares. Crédito: Loreta Fagionato | Gazeta Online

O Estado registrou 652 mortes no trânsito de janeiro a novembro de 2018, o que mostra que quase duas vidas foram perdidas por dia em acidentes nesse período do último ano. A maior parte das mortes foi provocada pela imprudência de motoristas que dirigem em alta velocidade.

Os dados foram obtidos junto ao Observatório de Segurança Pública do Espírito Santo. Apesar do número de mortes ter caído mais de 22% se comparado com o mesmo período de 2017 (foram 842), o desafio continua grande para reduzir os óbitos.

Em 2017, dois grandes acidentes ajudaram a deixar os números lá em cima. Em junho daquele ano, uma colisão entre duas ambulâncias, ônibus e carreta deixou mais de 20 mortos na BR 101, em Guarapari. Quase três meses depois, uma nova tragédia, mas em Mimoso do Sul – uma batida entre dois caminhões, um Ford Ka e um micro-ônibus matou 11 pessoas, entre elas, membros de um grupo de dança alemã de Domingos Martins.

Das mortes registradas de janeiro a novembro de 2018, a grande maioria aconteceu em colisões entre veículos – 92,7% delas. Já o restante são vítimas que morreram atropeladas.

O delegado Maurício da Rocha, que é titular da Delegacia de Delitos de Trânsito, afirma que a maior parte é dos casos provocada por imprudência de motoristas.

“Isso abrange, por exemplo, os casos em que os condutores não respeitam o indicado pelas placas de trânsito e dirigem com a velocidade acima do permitido. E também os que fazem ultrapassagem em local proibido”, destaca o delegado.

As ruas, avenidas e rodovias da Região Metropolitana foram as vias que mais se tornaram cenários das tragédias no trânsito capixaba. A região, que abrange a maior concentração populacional do Estado, teve 178 mortes de janeiro e novembro de 2018. Mesmo com o número que ainda chama atenção e é motivo de preocupação entre as autoridades de trânsito, a região de Vitória conseguiu reduzir as mortes em 26,7% de 2017 para 2018. A segunda área do Estado com mais mortes foi a região Sul, com 130 óbitos no período.

No ano passado, o governo federal lançou o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), que tem como objetivo reduzir pela metade a quantidade de acidentes e mortes em um período de 10 anos. O delegado titular da Delegacia de Delitos de Trânsito opina que as estatísticas indicam que o Estado está conseguindo caminhar bem no sentido de alcançar essa meta.

“É preciso investir sempre em educação para o trânsito. O cidadão precisa ter consciência que a partir do momento que ele assume o risco de dirigir em alta velocidade, beber e conduzir o carro ou fazer uma ultrapassagem irregular, ele está assumindo o risco de tirar a própria vida e acabar com a vida de uma outras pessoas”, alerta Maurício da Rocha.

 

NOITE TEM O MAIOR NÚMERO DE REGISTROS

O raio-x das mortes no trânsito revela ainda que o maior número de ocorrências ocorrem à noite e aos finais de semana. De janeiro a novembro de 2018, a faixa de horário com mais registros foi a entre 18h e 23h59, com 36,8% das mortes no Estado.

“É um horário em que muitos motoristas acabam dirigindo muito cansados, o que representa um risco já que alguns acabam dormindo e perdendo o controle do carro”, diz o delegado Maurício da Rocha, titular da Delegacia de Delitos de Trânsito.

Ele afirma ainda que o número de motoristas flagrados dirigindo alcoolizados vem caindo no Espírito Santo, sem precisar a dimensão da redução. “É muito importante um trabalho integrado que acontece entre as polícias, o Detran (Departamento Estadual de Trânsito) e as guardas para fiscalizar, punir e orientar os motoristas”, pontua.

FIM DE SEMANA

A maioria das mortes aconteceu aos domingos (20,24% do total) e aos sábados (19,32%). As segundas (com 13,49% das mortes) e sextas-feiras (com 12,88%), que são dias em que os motoristas se deslocam pelas rodovias para fazer viagens nos finais de semana, seguem logo atrás no triste ranking.

O mês de setembro foi o que registrou mais mortes, com 97 vítimas, seguido por junho, com 91. Depois, aparecem julho e janeiro (os dois com 88 mortos), que são meses de férias e com grande circulação de carros nas estradas.

Sobre o perfil das vítimas, os dados revelam que a maior parte é do sexo masculino (83%), com idade entre 15 e 24 anos (23% dos casos).

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