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clientes não apareceram

Em dia de protestos, comércio capixaba tem prejuízo de R$ 10 milhões

Estimativa é da federação do comércio. Em muitos locais, comerciantes até conseguiram abrir lojas, mas os clientes não apareceram

Publicado em 14 de Junho de 2019 às 22:28

Publicado em 

14 jun 2019 às 22:28
Empresário Antônio Carlos Uneda Crédito: José Carlos Schaeffer

Os protestos contra a reforma da Previdência causaram um prejuízo de R$ 10 milhões para o comércio da Grande Vitória, de acordo estimativa com a Federação do Comércio do Espírito Santo (Fecomércio). Apesar das lojas terem ficado com as portas abertas durante o dia, nesta sexta-feira (14), a Fecomércio afirma que muitos clientes deixaram de sair para as compras por causa da redução da frota de ônibus e pelas manifestações e bloqueios de vias.

Em dia de protesto, comércio capixaba tem prejuízo de R$10 milhões

O empresário Antônio Carlos Uneda, que tem uma loja de aviamentos, contou que nesta sexta o movimento caiu 50%. Ele disse que os funcionários conseguiram chegar ao serviço, mas os clientes não apareceram. “Para o comércio é péssimo e para a economia de um modo geral é muito ruim”, contou.

O comerciante Vanderly Romanha também teve prejuízos em sua lanchonete. Ele contou que esse tipo de manifestação prejudica a economia do país. “É complicado, todo mundo reclama. Nós precisamos das pessoas nas ruas, se não, não tem movimento”, disse.

Vanderly Romanha Crédito: José Carlos Schaeffer

O presidente da Fecomércio, José Lino Sepulcri, explicou que além da falta de clientes nas lojas, muitos funcionários chegaram atrasados no serviço. Segundo ele, o

nesta sexta cerca de R$ 10 milhões. “A paralisação, mesmo sendo branda, afetou sensivelmente as vendas. Praticamente o comércio parou”, analisou.

Sepulcri destacou que paralisações desse tipo, com redução da frota de ônibus e vias interditadas geram prejuízos em cadeia. “O empresário perde porque deixou de vender, a população perde porque tinha a necessidade de comprar e não comprou. O governo também perde porque se não houve faturamento não existe tributação”, explicou.

Segundo o presidente da Fecomércio, maio foi um mês muito ruim para o comércio, com as vendas abaixo das expectativas. Ele explicou que dificilmente o comércio vai conseguir recuperar neste mês o prejuízo desta sexta-feira.

 

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