As redes sociais eram usadas como uma vitrine para promoção dos cursos de graduação e pós-graduação da Faculdade de Pinheiros (FAP), que, segundo o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), pertence à família Tom. No perfil de Rayza Cazelli Tom, uma publicação anunciava mensalidades a partir de R$ 149. Ela foi presa no último dia 14 durante a segunda fase da operação Mestre Oculto.
A publicação nas redes sociais da Rayza ainda afirmava que a instituição oferecia mais de 200 cursos nas mais diversas áreas do conhecimento. Quer impulsionar sua carreira? O momento é agora e a faculdade é aqui!, diz a imagem compartilhada pela mulher.
No Facebook de Marinete Assis Cazelli Tom, mãe de Rayza, que também é uma das denunciadas pelo MPES, uma publicação anunciava que a FAP contava com pós-graduações de seis meses nas áreas da educação e saúde. O curso custava R$ 600, sem taxa de matrícula. Ainda de acordo com o post, a pós-graduação anunciada era de 480 horas de aula.
Era com muita agilidade que as instituições emitiam os diplomas, sobretudo aqueles que eram usados em processos seletivos. Segundo o depoimento de Maria das Graças Lopes Gava ao MPES, que está presa desde a primeira fase da operação Mestre Oculto, os certificados eram entregues aos alunos com uma semana, sem necessidade de aulas.
O Ecole funcionava dentro de uma gráfica um funcionário fazia a impressão dos certificados, descreve a investigação do MPES.
Ainda segundo o depoimento de Maria das Graças, as instituições ofereciam os cursos a partir dos concursos públicos disponíveis na região. Os institutos se adaptavam às demandas vindas dos alunos em relação aos editais de processos seletivos faziam os certificados de acordo com a carga horária solicitada pelo aluno tudo feito na correria, destaca a investigação..