A Gazeta portal de notícias do Espirito Santo

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Abandono

Corrosão, rachaduras e aparelhos estragados no Cais das Artes

Essa é a realidade do Cais das Artes, cuja obra está parada

Publicado em 14 de Março de 2018 às 01:26

Redação de A Gazeta

Publicado em 

14 mar 2018 às 01:26
Falha na concretagem da laje foi um dos problemas apontados pela perícia Crédito: Perícia Processual | Divulgação
O Cais das Artes ainda nem ficou pronto e já apresenta problemas de um prédio antigo. Uma perícia realizada no local constatou que tanto os equipamentos metálicos armazenados quanto os já instalados estão enferrujados e se deteriorando. Há ainda problemas de infiltrações nas paredes, aparelhos de ar condicionado ao relento e outras “patologias construtivas”, como paredes pequenas demais e que não chegam ao teto. A obra está parada desde 2015.
Algumas rachaduras também foram encontradas no local, mas, segundo a perícia, não representam perigo à estrutura.
A análise foi realizada em outubro de 2017 a pedido do consórcio Andrade Valladares-Topus e faz parte demanda judicial da empresa, que assumiu a obra após a mineira Santa Bárbara, que começou o projeto em 2010, falir. O consórcio diz ter fica no prejuízo com a obra.
O laudo tem objetivo de apurar o real cenário da obra e detalhar gastos e investimentos entre o consórcio e o Instituto de Obras Públicas do Estado do Espírito Santo (Iopes).
A deterioração observada durante a perícia se deve à proximidade com o mar e consequente exposição dos materias à maresia. A perícia alerta que providências urgentes devem ser tomadas para que os equipamentos no local sejam protegidos contra erosão.
“Além dos equipamentos instalados e estocados, existem inúmeros materiais metálicos estocados nos almoxarifados do canteiro de obras do Cais das Artes que estão sujeitos à corrosão devido à proximidade com o ambiente marinho”, diz o texto pericial.
Sem finalização, prédio do Cais das Artes tem aspecto de abandono Crédito: Perícia Processual | Divulgação
O documento sugere que as obras sejam retomadas imediatamente para que os custos com recuperação dos equipamentos não aumentem ainda mais. Mas não detalha quanto dinheiro precisaria ser gasto para o reinício.
Demandado pela reportagem ontem à noite, o Iopes informou que há recurso garantido em caixa para a conclusão das obras do Cais das Artes. Mas destacou que há uma ação judicial em curso, impetrada pelo consórcio,que impede a conclusão dos serviços.
Estrutura tem rachaduras grandes, mas que não comprometem a construção Crédito: Perícia Processual | Divulgação
ATRASO DESDE O SEGUNDO MÊS DE EXECUÇÃO 
A perícia contratada pelo consórcio Andrade Valladares-Topus analisou ainda o cronograma desde o início das obras e mostrou que a construção do Cais das Artes está atrasada desde o segundo mês de execução.
Segundo análise feita pela perícia, três eventos prejudicaram mais ainda a continuidade das obras. O primeiro deles foi em 2014, quando 90% da mão de obra do Cais das Artes foi transferida para a obra do estádio Kleber Andrade, em Cariacica. Os demais, ocorridos em 2015, foram por desentendimentos quanto ao contrato e para a realização de perícia.
Segundo avaliação, esses eventos colaboraram para a “perda de planejamento e produtividade em relação ao cronograma previsto no contrato”.
O consórcio Andrade Valladares-Topus paralisou a obra em 2015, e, desde então, ela está paralisada.
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Detonautas se apresenta em Vilha Velha
Festival de rock reúne Detonautas, Paralamas, Paulo Ricardo e CPM 22 no ES
Vista aérea parcial de Governador Lindenberg
Bebê morre atropelado na garagem de casa em Governador Lindenberg
Fazenda de gado de corte em Vila Velha, no Espírito Santo
34 cidades do ES têm mais bois e vacas do que moradores; veja lista

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.