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Coronavírus no ES: supermercados vão padronizar medidas de prevenção

Governo do Estado e supermercadistas marcaram reunião para quinta-feira (16) para a apresentação de propostas e formulação de uma portaria específica para padronizar medidas aplicáveis ao setor, com a finalidade de evitar o contágio do novo coronavírus

Publicado em 14/04/2020 às 19h07
Data: 17/03/2020 - ES - Vitória - Movimentação de pessoas no Supermercado Perim, Mata da Praia - Editoria: Cidades - Foto: Ricardo Medeiros - GZ
Movimentação de pessoas no Supermercado Perim, Mata da Praia. Crédito: Ricardo Medeiros

Em reunião ocorrida na manhã desta terça-feira (14) entre o Governo do Estado do Espírito Santo e o setor supermercadista, ficou definida a data desta quinta-feira (16) para a apresentação de propostas e formulação de uma portaria específica para padronizar medidas aplicáveis ao setor, com a finalidade de evitar o contágio do novo coronavírus nestes estabelecimentos.

De acordo com o secretário de Estado de Governo, Tyago Hoffman, existe a preocupação com o cenário de aglomeração que os supermercados podem representar. Diante disso, Hoffman mencionou o clima de colaboração dos responsáveis pelo ramo, que vêm buscando alternativas de delivery e drive thru como medidas de reduzirem o contato entre as pessoas dentro das lojas.

Ainda segundo a autoridade, algumas medidas específicas ao setor devem ser definidas na quinta-feira (16), na reunião comandada pela secretária de Gestão e Recursos Humanos do Governo do Estado, Lenise Loureiro. “Apesar de haver uma portaria recente com regramento aos estabelecimentos com atividades essenciais, os grandes supermercados têm especificidades. Estamos dialogando com o segmento, recomendamos que ampliem as estratégias de delivery, por exemplo, o que é difícil até pelo número de itens de que dispõem estes estabelecimentos. Mas as medidas padronizadas serão definidas em nova portaria. O setor não demonstrou resistência e está comprometido em ajudar”, iniciou.

PROPOSTAS

As propostas que serão apresentadas na quinta-feira (16) deverão gerar regras de cumprimento obrigatório e também algumas sugestões a serem adotadas pelos supermercados. Dentre as medidas apontadas na reunião, segundo Hoffman, estão o uso de máscaras por todos os colaboradores, de pano ou descartáveis, e a colocação de pia com água e sabonete ou álcool gel para uso dos consumidores. “Ainda não está regulamentado, mas acredito que serão medidas nesse sentido. Por enquanto cada estabelecimento tem feito o que acha mais relevante, precisamos uniformizar”, ressaltou.

Tyago Hoffman

Secretário de Estado de Governo

"A proposta elaborada na quinta-feira será entregue ao governador e à Secretaria de Saúde. Mas a ideia é controlar o volume demasiado de pessoas. Teremos um regulamento claro para poder fiscalizar, mas o clima é positivo. Um dos pontos a melhorar é a questão da segurança sanitária, por exemplo"

No mesmo sentido, o superintendente da Associação Capixaba de Supermercados (Acaps), Hélio Schneider, afirmou que o diálogo realizado com o Governo do Estado foi no sentido de refletir sobre formas de evitar aglomeração. “Vimos a preocupação do governo com os procedimentos que estamos fazendo, por sermos um facilitador no processo de contaminação, com a circulação de pessoas. Nós estamos na linha de frente, junto aos colaboradores e clientes, mas estamos fazendo a nossa parte com todo o possível para evitar aglomeração, seguindo as recomendações da Vigilância Sanitária”, afirmou.

PREÇOS

Apesar de o foco da reunião realizada não ter sido os preços praticados pelos supermercados, também esteve presente o diretor do Procon estadual, Rogério Athayde. Sobre o tópico, o superintendente da Acaps alegou que a alta nos preços de alguns produtos, como arroz, feijão, leite e derivados do trigo, teria se dado em razão da elevação do custo de aquisição com os fornecedores.

“Esses produtos estão vindo do fornecedor com reajuste e ficamos impossibilitados de não repassar para o consumidor, mas a alta não é efetivada pelo supermercadista. Nós explicamos esses detalhes ao secretário. Tem produto que realmente está subindo com justificativa, outros de fato subiram exageradamente. Nós reconhecemos que existem dificuldades. Mas de forma geral a culpa não é nossa e comprovamos através de documentos. O governo está ciente e através dos órgãos de defesa do consumidor isso será devidamente apurado”.

De acordo com Hoffman, a questão da alta nos preços vem sendo fiscalizada de forma ativa pelo Procon e, de forma geral, de fato não depende dos supermercados. “Na maior parte das vezes o supermercadista é um repassador, tem uma margem de lucro nos produtos, é um intermediário entre o cliente e o fabricante. Muitas vezes é o fabricante que aumentou o preço. O valor do frete e dos insumos podem ter aumentado, por exemplo. Mas o Procon continuará fiscalizando, observando notas fiscais para saber se há prática abusiva na estipulação da margem de lucro, observando de onde vem o aumento”, explicou.

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