Mais de cinco meses após o acesso da Avenida Rio Branco ser interditado pelo Governo do Estado para obras de galerias na Avenida Leitão da Silva, pouca coisa mudou no local. As obras deveriam terminar quatro meses após o fechamento da via, mas até hoje não começaram e muitos motoristas ainda reclamam da confusão no trânsito por causa do desvio.
O acesso à Avenida Rio Branco anteriormente era feito na esquina com o supermercado Carone. Hoje, no entanto, é feito por uma rua que foi aberta em parte do terreno da Escola Estadual Desembargador Carlos Xavier Paes Barreto e tem menos de 100 metros.
A via dá acesso também à Escola Leonardo da Vinci, que, mesmo com o canteiro dividindo. Motoristas reclamam, no entanto, que um semáforo que fica logo na entrada desse acesso trava o trânsito nos horários de pico - apesar do sinal estar desligado nesta segunda-feira (7). Além disso, o descaso com a obra chama a atenção, já que o antigo acesso à Avenida Rio Branco virou apenas um grande estacionamento e muitos cones, divisórias e telas estão espalhados.
O aposentado Rui Genésio de Mello, de 62 anos, acredita que o que foi feito no local foi algo improvisado, mas que acabou não sendo utilizado para nada. “A impressão é de que fizeram um ajeito aqui. Essa obra da Leitão da Silva é um absurdo ficar esse tempo todo parada. Acho que o Governo para começar uma obra dessas tem que ter o recurso sabendo que esse dinheiro pode acabar. Largar um negócio desse pra população sofrer é inexplicável”, explicou.
O aposentado Ismar Miguel de Menezes, de 65 anos, afirmou que o desvio ainda causa muito transtorno e não tem utilidade nenhuma. “Pedestre sofre para atravessar e não serve para nada. Nos horários de pico causa confusão e aumentou o fluxo de carros na região”, declarou.
Um outro problema no local era a falta de calçadas e placas na região do acesso à Avenida Rio Branco. A situação, no entanto, foi resolvida com divisórias - mesmo que no local não esteja acontecendo nenhum obra atualmente.
VEJA FOTOS
MÃO ÚNICA
O secretário de transportes e obras públicas do Estado, Fábio Damasceno, explicou ao Gazeta Online que dentro do projeto original das melhorias na Avenida Leitão da Silva, o trecho próximo ao Carone será de mão única, para melhorar o trânsito na região do acesso. Ele, no entanto, disse que não é ó possível dizer prazos, já que faz parte do novo governo e ainda está avaliando a situação.
“Vamos avaliar qual vai ser o projeto final, mas acredito que neste caso do acesso não deve ter nenhuma alteração. Acho que não é possível falar de prazos. Vamos trabalhar o mais rápido para a entrega da Leitão”, ressaltou.
O Departamento de Estradas de Rodagens do Espírito Santo (DER-ES) negou que haja confusão no local e disse que a via facilitou o acesso à Avenida Rio Branco. Sobre os prazos para começarem as obras da galeria, o DER-ES disse que está avaliando com a Secretaria de Transportes e Obras Públicas (Setop) e a Prefeitura de Vitória para traçar cronogramas. Nenhuma data foi informada.
O DER-ES também afirmou que os semáforos na Avenida Rio Branco são de total responsabilidade da prefeitura. A Secretaria de Transportes, Trânsito e Infraestrutura Urbana de Vitória (Setran) respondeu, em nota, que enviaria uma equipe especializada no local para fazer a verificação e realizar os ajustes, se necessários.