A cor rosa tomou conta da praia do Iate, em Vitória, na manhã deste domingo (06). Centenas de praticantes de stand up paddle, canoa havaiana, caiaque e natação participaram da 6ª edição da Remada Rosa, evento que faz parte das ações da campanha Outubro Rosa, que conscientiza a população sobre a prevenção do câncer de mama e a importância dos exames que podem descobrir a doença na fase inicial.
Além da remada, os participantes puderam aproveitar várias atividades na praia. Teve aula de zumba, pilates, recreação para crianças, ioga dentro de fora do mar, além de lanche, massagens e muito bate papo. Segundo a organização, cerca de 300 pessoas participaram do evento. A Praia do Iate, como é conhecida, fica ao lado do Iate Clube.
Centenas de pessoas participam da Remada Rosa em Praia de Vitória
Para quem enfrentou a doença recentemente, esses eventos são importantes para compartilhar experiências e vitórias. Edilene está no processo de cura. Depois de enfrentar a quimioterapia e a radioterapia, ela tem muito otimismo sobre a recuperação e faz questão de deixar uma mensagem para quem vive o mesmo desafio que ela.
“Nunca desista e tenha fé porque assim como eu estou curada, eu creio que eu estou curada, elas também vão ficar. O câncer não é o fim da vida. Metástase não é o fim da vida”, afirma.
Quem pensa parecido é a dona de casa Auxiliadora Freire Miranda. Ela descobriu o câncer no final de 2010 e começou o tratamento no ano seguinte. Três anos depois, ela teve uma recidiva, que é o retorno do câncer.
“Tive que fazer a mastectomia, não precisou mais fazer nem químio nem rádio. Agora só faço acompanhamento e venho nesses eventos aqui que são maravilhosos, eu amo isso aqui. E estou super feliz e é o que eu falo pra todas as mulheres. Pra elas não se esconderem, enfrentar (a doença).. é dolorido? É, mas faça a mamografia anual, pra fazer a prevenção. Porque a prevenção é o importante. Eu tinha feito o exame oito meses do diagnóstico, senti minha mama dolorida, aí eu falei com a médica que eu precisava fazer um ultrassom e uma mamografia novamente e fui diagnosticada. Então a gente tem que ficar sempre alerta”, concluiu.
A remada foi idealizada pela empresária Cristiane Campinhos, há seis anos. “Eu já fazia parte de um grupo que praticava stand up e natação. Nós ouvimos falar que a prática da remada, tanto de stand up, quanto de canoa havaiana, ajudava na recuperação de mulheres em tratamento do câncer de mama. Procurei saber quem fazia, onde fazia e como a gente podia organizar isso. Foi um grupo de amigos. O evento até hoje é voluntário, então todas as pessoas que participam estão aqui voluntariamente”.
A remada rosa cresceu tanto, que hoje faz parte da programação oficial da Afecc – Associação Feminina de Educação e Combate ao Câncer – durante o Outubro Rosa. “Há seis anos acho que éramos 50 pessoas. Hoje, você pode ver aqui na praia que temos de 250 a 300 pessoas. Todas as pessoas adquirem a camisa e todo o valor da camisa é revertido para os programas sociais da Afecc (Associação Feminina de Combate ao Câncer)” concluiu.