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Insegurança alimentar

ES é o 2° Estado com menor percentual de famílias com fome

Parcela é bem menor que a média nacional, de 15,5%. No Estado, 8,2% das pessoas passam fome. Nas casas com crianças menores de 10 anos, 13,9% das famílias não têm o que comer

Publicado em 14 de Setembro de 2022 às 15:11

Ludson Nobre

Publicado em 

14 set 2022 às 15:11
O Espírito Santo é o segundo Estado com menor percentual de famílias com fome no Brasil, com 8,2%, bem abaixo da média nacional de 15,5%, segundo o Estudo de Insegurança Alimentar nos Estados, realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (Penssan), divulgado nesta quarta-feira (14). Mesmo assim, o problema ainda afeta milhares de famílias capixabas. A parcela de lares com crianças menores de 10 anos que vivem em risco alimentar no Estado é de 13,9%, o que significa que das 122 mil casas, em 16.958 a geladeira está vazia.
A parcela de 13,9% de lares no Espírito Santo é a dos que estão em insegurança alimentar moderada ou grave. Mas ainda outros 30,3% de lares com crianças menores de 10 anos têm preocupações e incertezas sobre acesso a alimento. Somente pouco mais da metade das residências com crianças no Estado, 55,7%, tem segurança alimentar em casa.
No Brasil, em domicílios com moradores menores de 10 anos, a condição de risco de fome é ainda maior e representa 37% dos lares. O mapa da fome é puxado pelas regiões Norte e Nordeste do país.
O Maranhão apresenta a maior parcela nesse ranking, com 63,3% de casas com insegurança alimentar. Já o Espírito Santo apresenta o menor percentual, com 13,9%. 
“O lado social da economia foi desprezado pelo país, com redução de gastos com a segurança alimentar, a segurança física, a assistência às crianças e idosos e isso deteriorou muito a qualidade de vida da população brasileira de baixa-renda de modo geral. O Espírito Santo não escapou. O atenuante para o ES estar menos ruim é que as prefeituras foram mais comprometidas com o social do que em outros Estados”, destacou a doutora em Economia Arilda Teixeira.
Segundo a economista, o Espírito Santo tem procurado fazer o dever de casa. “O nosso Estado quer prosperar social e economicamente, o que só reforça o fato de que é necessário dentro da política econômica, manter a política social. Não é dar esmola ao cidadão, mas garantir que a vida dele seja menos ruim com professores de qualidade em escolas, merenda para as crianças e proteção contra a violência”, detalhou.

Insegurança alimentar

Insegurança leve: as pessoas começam a ter preocupações ou incerteza sobre acesso a alimento para a família e, diante disso, passam a fazer mudanças, trocar por alimentos mais baratos, reduzir consumo de determinados produtos como, por exemplo, retirar a carne da alimentação;

Moderada: quando os adultos da família começam a reduzir a quantidade de comida. Pulam uma refeição, priorizam as crianças e deixam de fazer a sua refeição; reduzem a quantidade consumida;

Grave: é quando atinge também as crianças da família; condição em que todo o núcleo familiar vivencia situações de fome.

ESCOLARIDADE E FOME NO ES

Os domicílios no Estado com pessoas sem escolaridade ou com menos de oito anos de estudo, segundo a pesquisa da rede Penssan, são 163 mil. Desses, 11,7% estão em insegurança alimentar grave e outros 6,8% em moderada. As casas com pessoas com mais de oito anos de estudo sentem menos fome e das 339 mil residências com esse perfil no ES, somente 6,5% estão em insegurança alimentar.
Arilda Teixeira conclui que o problema é estrutural. “Isso entra na questão estrutural, o analfabetismo devido a má qualidade de ensino e a nenhuma assistência do aluno do ensino básico. Não é só ir para a aula. Tem que ter assistência. O econômico é o reflexo das decisões do país”, garantiu.
“É muito importante a sustentação de políticas de apoio para que as pessoas tenham acesso às oportunidades que a economia gera, acesso à alimentação e vida regular”, conclui.

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