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Lojas fechadas

Comerciantes do ES avaliam 'adiar' Dia das Mães para julho

Proposta é deixar maio apenas como uma data emocional e realizar promoções mais para frente. Setor avalia que consumidor não estará mobilizado a gastar dinheiro agora

Publicado em 15 de Abril de 2020 às 11:52

Redação de A Gazeta

Publicado em 

15 abr 2020 às 11:52
A expectativa do comércio é de aumentar as vendas
Comércio capixaba negocia a reabertura gradual das lojas Crédito: Arquivo
Com abertura do comércio afetada pelo isolamento social para combater o novo coronavírus, lojistas do Espírito Santo, assim como de outros Estados, avaliam "adiar" o Dia das Mães, que ocorre sempre no segundo domingo de maio. A ideia é fazer as campanhas promocionais apenas em julho, quando terá passado o período de pico da infecção da Covid-19, segundo o vice-presidente da Federação das Indústrias e diretor da Federação do Comércio do Estado (Fecomércio), José Bergamin.
A proposta ainda está em fase de estudo. Uma decisão sobre a alteração da data comemorativa pelo comércio deve ser tomada até semana que vem. De acordo com o empresário, mesmo que a partir da próxima semana o Estado autorize a abertura gradual das lojas, não há garantia que o consumidor se sentirá mobilizado a gastar dinheiro para compra de presentes.
"Não vamos mudar o dia que os filhos homenageiam suas mães. Mas talvez o presente fique só para julho", explica Bergamin, ao acrescentar que o quadro do comércio é dramático. 
"Não sabemos se as pessoas terão coragem de gastar e de sair de casa agora para comprar presentes"
José Bergamin - Vice-presidente da Federação das Indústrias e diretor da  Federação do Comércio
Bergamin explica que, apesar de não ser um grande centro econômico como Rio de Janeiro e São Paulo, o Espírito Santo pode embarcar nessa decisão. "Nesses locais, a doença tem apresentado um grande avanço. Talvez seja ideal acompanhar o movimento nacional que discute essa mudança", acrescenta.
Na tarde desta quarta-feira (15), o setor produtivo se reunirá com o governo do Estado para propor a volta do comércio com a adoção de medidas de proteção, como uso de equipamentos de proteção e liberação da abertura de lojas apenas em cidades com baixos casos confirmados da Covid-19.
"Estamos com essa sugestão. Mas a saúde virá em primeiro lugar. Ela não pode ser negligenciada. Além disso, o impacto econômico do aumento da doença será sentido mais lá na frente", diz.

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