Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Fundo de Garantia

790 mil no ES poderão sacar até R$ 1.045 de FGTS a partir de junho

Dinheiro deverá ser liberado pelo governo federal a partir do dia 15 de junho. Calendário de pagamentos ainda será divulgado pela Caixa

Publicado em 16 de Abril de 2020 às 16:05

Redação de A Gazeta

Publicado em 

16 abr 2020 às 16:05
FGTS
Proposta é que os correntistas do FGTS utilizem o aplicativo para não precisar ir sacar o dinheiro nas agências Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O saque-emergencial do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) liberado pelo governo federal vai beneficiar 790 mil trabalhadores no Espírito Santo. Segundo o curador do Conselho do FGTS, Júlio César Costa Pinto, da Secretaria da Fazenda do Ministério da Economia, o total a ser pago no Estado poderá chegar a R$ 530 milhões.
O saque foi autorizado pela Medida Provisória (MP) 946. De acordo com o texto, cada trabalhador poderá sacar até R$ 1.045 – valor de um salário mínimo – das contas do FGTS, sejam elas ativas ou inativas.
790 mil no ES poderão sacar até 1.045 reais de FGTS a partir de junho
“Houve uma confusão, que é bastante compreensível, porque o último saque-imediato era limitado por conta. Cada pessoa poderia tirar até R$ 500 de cada conta que tinha. Dessa vez é diferente. O total a ser sacado é limitado a R$ 1.045 por pessoa”, explica Costa Pinto.
Os recursos disponibilizados para o novo resgate virão da sobra do saque-imediato finalizado em março – algo em torno de R$ 14,5 bilhões – e o disponível no fundo PIS Pasep – R$ 21,5 bilhões.
“É importante esclarecer que nem todo o recurso que faz parte do FGTS está disponível para saque. O Fundo tem R$ 530 bilhões em ativos e as pessoas acham que está tudo disponível. Na verdade, não está. Grande parte desses recursos estão aplicados – principalmente na área de habitação, cerca de R$ 400 bilhões. Então, esse saque de R$ 1.045 é o que foi possível fazer agora”, justifica.
O dinheiro estará disponível a partir de 15 de junho e poderá ser retirado até 31 de dezembro de 2020. O calendário de saques, no entanto, ainda precisará ser avaliado pela Caixa.
“A gente tem a preocupação de evitar a aglomeração de pessoas nas agências para fazer os saques. A vantagem é que no último saque-imediato muitas pessoas conseguiram fazer as transferências sem precisar ir às agências. É possível fazer essa transação via aplicativo”, destaca o curador do Conselho do FGTS.

15 de junho

É a partir de quando o dinheiro estará disponível para os trabalhadores
Segundo Júlio César, todo o dinheiro estará disponível para a Caixa efetuar os pagamentos em até 90 dias a partir de 15 de junho. “O pagamento efetivo vai depender da Caixa, mas todo o dinheiro já estará à disposição até o fim de setembro”, garante.
Por fim, o representante da Secretaria da Fazenda destaca que ainda que opte por fazer o novo saque-imediato, o trabalhador não vai perder seus direitos em caso de demissão, ou caso queira adquirir um imóvel.
“Essa é outra dúvida comum que as pessoas têm. O saque-imediato não impede que a pessoa saque o valores do FGTS em caso de demissão. O saque também não interfere na multa de 40% em caso de demissão sem justa causa, nem impede a utilização do fundo para a compra de imóveis”, explica Costa Pinto.

COMO SERÃO OS SAQUES

O saque será limitado a R$ 1.045 – valor de um salário mínimo – por trabalhador, independente do número de contas ativas ou inativas que venha a ter. Caso o trabalhador tenha um limite menor que R$ 1.045 na conta do FGTS ele poderá retirar todo o valor.
Caso o trabalhador tenha mais que uma conta, a retirada dos valores vai acontecer da seguinte forma: primeiro retira-se da conta inativa de menor valor, depois da conta inativa de maior valor, depois da conta ativa.

Exemplo 1:

O trabalhador possui três contas no FGTS, sendo duas inativas – uma no valor de R$ 200 e outra no valor de R$ 700 – e uma ativa, com saldo de R$ 2.000. Neste caso, vai ser retirado todo o dinheiro da conta inativa de menor valor, todo o dinheiro da conta inativa de maior valor e R$ 145 da conta ativa. Somando os três valores (R$ 200 + R$ 700 + R$ 145) chega-se ao limite do saque: R$ 1.045. Este mesmo trabalhador continuará com R$ 1.855 na conta ativa e nenhum valor nas contas inativas.

Exemplo 2:

O trabalhador possui três contas no FGTS, sendo duas inativas – uma no valor de R$ 500 e outra no valor de R$ 900 – e uma ativa, com saldo de R$ 4.000. Neste caso, vai ser retirado todo o dinheiro da conta inativa de menor valor, e parte do dinheiro (R$ 545) da conta inativa com maior valor. Neste caso, nada vai ser retirado da conta ativa. Somando o valor da conta inativa de menor valor (R$ 500), com os R$ 545 da conta inativa de maior valor o contribuinte chegará ao limite de R$ 1.045.
A expectativa é que 70% das contas inativas no ES tenham os saldos integralmente retirados – na prática, essas contas deixarão de existir.
Como em outras vezes, será permitido o crédito automático aos trabalhadores que tiverem conta poupança ou corrente na Caixa, "desde que o trabalhador não se manifeste negativamente". Quem não quiser o depósito automático tem até 30 de agosto para pedir o "desfazimento do crédito".
Também está permitida a transferência do dinheiro para contas de outras instituições bancárias – desde que o CPF do titular da conta seja o mesmo CPF do contribuinte do FGTS.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem BBC Brasil
Alcolumbre sai em apoio a Jaques Wagner e reclama de condenações antecipadas; veja repercussão
Imagem de destaque
Como foi o maior ataque da Ucrânia contra Moscou desde o início da guerra
Imagem de destaque
Empresários do ES cobram qualificação profissional e aumento da produtividade em carta a Ferraço

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados