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Publicado em 5 de maio de 2025 às 17:25
Lidar com obstáculos faz parte da rotina de quem pratica skate, modalidade que está em pleno crescimento no Brasil desde que se tornou olímpica. Porém, alguns dos desafios estão fora da área de competição. Representantes do esporte no Espírito Santo apontam a carência de uma lei que regulamente a construção de novas pistas como uma dificuldade enfrentada pelos atletas. Para resolver isso, buscam diálogo com Estado e prefeituras em defesa da padronização na legislação, além de pedir a reforma de alguns espaços destinados aos skatistas, em especial na Grande Vitória.>
De acordo com os skatistas, algumas pistas têm apresentado rachaduras, erros nas angulações e nas distâncias entre os obstáculos usados para as manobras típicas do esporte. A vice-presidente da Confederação Brasileira de Skate (CBSK), Aline Dantas, afirma que os problemas começam desde o processo de construção dos espaços, devido à falta de regulamentação quanto aos padrões de elementos como rampas, corrimões e escadarias, utilizados durante a prática da modalidade street. >
“Não é como no futebol, em que os campos já têm marcações padronizadas. O projeto de uma pista de skate precisa ser pensado de acordo com o espaço, a distância entre os obstáculos, a angulação e outros fatores para garantir que seja segura e funcional para os skatistas executarem suas manobras”, explica a dirigente esportiva.>
Junto com representantes da Associação Capixaba de Skate (ACSK), Aline se reuniu, em março, com o secretário de Esportes e Lazer do Espírito Santo, José Carlos Nunes, para discutir a criação de uma lei estadual que regulamente a construção de pistas. Durante o encontro, também foram debatidas outras medidas de apoio à modalidade no Estado e houve o reforço quanto à importância do diálogo com a comunidade antes do planejamento de novas estruturas para o esporte.>
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“É necessário que as empresas especializadas na construção de pistas, que estudam e conhecem modelos seguros e modernos, estejam à frente dessas obras. Uma parceria entre os órgãos públicos e a iniciativa privada, sempre dialogando com a comunidade, é o ideal”, reforça a vice-presidente da CBSK.>
À reportagem de A Gazeta, José Carlos Nunes disse que a Sesport mantém diálogo com os municípios para receber demandas relativas a obras de infraestrutura esportiva. Mas destaca que a criação de uma lei específica para a construção de pistas deve partir da Assembleia Legislativa.>
“Debatemos e apresentamos à associação a necessidade de criação de uma federação, a fim de fortalecer a modalidade e ampliar a captação de recursos. O skate, assim como qualquer outra modalidade praticada no Estado, pode ser contemplado nos diversos programas existentes, podendo assim atender a projetos sociais voltados para crianças e adolescentes. Estamos abertos a receber esse tipo de projeto, que pode ser facilmente enquadrado, por exemplo, na Lei de Incentivo ao Esporte”, aponta Nunes.>
Em Vitória, a comunidade indicaram três pistas que precisam de melhorias por parte da prefeitura: Atlântica Parque, em Jardim Camburi; Praça dos Namorados, na Praia do Canto; e Tancredão, no bairro Mário Cypreste. As queixas envolvem a necessidade de reforma na estrutura das pistas e investimento em projetos sociais e eventos.>
O novo espaço de skate street na Praça dos Namorados foi entregue no último dia 25 de abril, após passar por reforma realizada pela Prefeitura de Vitória. "Onde tem esporte, tem cidadania, saúde, tem educação e tudo de bom. O munícipe pode vir, ocupar o espaço público com seu equipamento e aproveitar um local que agora está em padrão de alta qualidade", declarou o secretário de Esportes e Lazer de Vitória, Rodrigo Ronchi.>
O secretário disse que, no Tancredão, já há um anteprojeto em andamento, com expectativa de uma nova pista de 1.200 m². Ele também afirmou que a prefeitura buscará o diálogo com a comunidade para entender as demandas. “A partir dessas intervenções, ganhamos uma nova força nessa modalidade. O próximo passo é promover novos eventos e torneios abertos ao público externo, trazendo a comunidade desse esporte para a nossa cidade”, planeja Ronchi.>
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