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Cartão Reconstrução

Seis meses após enchente, famílias de Castelo ainda aguardam benefício

Famílias que ainda não receberam o benefício não conseguiram reconstruir casas e moram em lares improvisados

Publicado em 10 de Junho de 2020 às 16:32

Redação de A Gazeta

Publicado em 

10 jun 2020 às 16:32
Estragos causados pela chuva que atingiu o município de Castelo no último sábado (25)
Estragos causados pela chuva que atingiu o município de Castelo no dia 25 de janeiro Crédito: Fernando Madeira
Em janeiro deste ano, Castelo, no Sul do Espírito Santo, sofreu uma das piores enchentes de sua história. O Governo do Estado prometeu o benefício do cartão reconstrução - um valor em parcela única de R$ 3 mil para ser usado na compra de material de construção, eletrodomésticos e móveis. O problema é que há famílias que ainda esperam por esta ajuda para voltar para casa.
O rio que corta a cidade subiu mais de 8 metros. Casas e comércios de diversos bairros foram devastados com a força da água. Um dos bairros mais afetados foi o Garagem. A dona de casa Roseli Pupim é uma delas. Ela não entende por que ainda não teve acesso ao benefício.
“A Defesa Civil sabe todas as casas que sofreram com a enchente. É uma coisa que a gente não entende. Aqui é o bairro que foi mais foi afetado, então, ficamos em saber, sem resposta. Cobramos, mas não falam nada”, disse a dona de casa.
No início do ano, a enchente afetou 70% da cidade e deixou quase 4 mil pessoas desalojadas. Depois da tragédia, a faxineira Joelma Batista está morando com os dois filhos no terraço da casa da irmã. Ela conta que chegou a receber a boa notícia, que receberia a quantia, mas no mesmo dia, a prefeitura informou que o pagamento foi suspenso.
“Numa sexta, ligaram para avisar que na outra semana eu pegaria o cartão reconstrução. No mesmo dia, disseram que foi bloqueado. Contava com esses R$ 3 mil para terminar a obra e voltar para casa. Morar num terraço a gente passa muita friagem. Queremos saber por que foi bloqueado”, disse Joelma Batista.

SEM PREVISÃO

Sobre o caso, a Secretaria Estadual de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social (Setades) disse que o benefício foi suspenso temporariamente a pedido da prefeitura de Castelo, para averiguação de alguns dados cadastrais dos beneficiários, que estão inconsistentes.
Já a prefeitura informou que foi notificada pela Setades sobre a suspensão e que, no momento, a equipe técnica da secretaria de Assistência Social de Castelo está averiguando a situação, e, assim que os relatórios forem concluídos, eles serão enviados para Setades para reavaliação. Depois disso, serão tomadas as providências para a entrega dos cartões. 420 famílias foram afetadas no município. 
Com informações de Leandro Manhães, da TV Gazeta Sul

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