O que era para ser uma volta para casa tranquila após curtir um período com a família no Espírito Santo se tornou um pesadelo para a consultora de imagem Larissa Alcoforado. Ela, que mora no Alabama, Estados Unidos, não conseguiu embarcar com o cachorrinho Algodão, da raça Sptiz Alemão, em um voo da Latam na sexta-feira (11), em Vitória. O pet teve que ficar no Brasil, e agora a capixaba está aflita para saber como vai buscá-lo.
Tudo começou quando ela veio para o Brasil, no dia 29 de maio. A viagem era da Flórida para Vitória, passando por Atlanta e São Paulo. A companhia parceira, que levaria Larissa, a filha de 8 anos e o Algodão até São Paulo era a Delta Air Lines. De São Paulo para Vitória, a empresa era a Latam.
"Tentei entrar em contato com a Latam muitas vezes para inserir o pet na viagem. Na madrugada do dia 29 de maio eles me informaram por WhatsApp que o Algodão não poderia chegar em Vitória. Disseram que ele seria desembarcado em Guarulhos e eles não fariam o trecho pois, de acordo com eles, o cão não pode fazer voos nacionais quando vem de empresa parceira. Fiz reclamação pelo Instagram e a Latam entrou em contato comigo e solucionou. Fez a reserva dele na cabine e adicionou ele nos dois trechos, tanto na ida quanto na volta. Por isso eu viajei, estava tudo confirmado", contou Larissa. Veja a confirmação abaixo:
Na sexta-feira (11), Larissa chegou no Aeroporto de Vitória com antecedência e todos os documentos exigidos para viagem com pet. "Eles fizeram todo o procedimento de check-in e na hora de colocar as etiquetas eles disseram que o Algodão não poderia fazer o trecho. Eu mostrei o e-mail, as conversas com a Latam com a confirmação mas não adiantou, eles foram irredutíveis", relatou.
A consultora ficou das 16h30 até 19h tentando resolver a situação. Segundo ela, a alegação dos funcionários era de que a Latam não faz o trecho quando há, na mesma reserva, outro voo de empresa parceira. No entanto, o Algodão conseguiu embarcar na vinda ao Brasil fazendo esse mesmo percurso. Muito aflita, Larissa fez um desabafo no Instagram (confira acima).
Por fim, ela precisou deixar o pet no Espírito Santo e embarcou com a filha para os Estados Unidos. "Eu não podia perder a passagem, minha filha começa as aulas na segunda-feira. Meu cachorro ficou em Vitória, meu pai está operado, nem conseguiria ficar com ele, estou tendo que pedir ajuda para outras pessoas. Vou ter que conseguir de alguma maneira voltar para buscá-lo. Moro no Alabama e não é uma rota fácil, ir ao Brasil é muito caro, vamos ter que estudar uma maneira para conseguir ir buscá-lo", desabafou Larissa.
A reportagem de A Gazeta entrou em contato com a Latam pedindo explicações sobre o caso. Em resposta por meio da assessoria de imprensa, a companhia aérea informou, em uma primeira nota, que iria apurar o caso e entrar em contato com a cliente. A empresa ressaltou que todas as regras para embarque de pets na cabine estão disponíveis em no site da empresa.
Já à noite, em uma nova nota da assessoria, a empresa disse que já apurou o ocorrido e conversou com a cliente. "Na segunda-feira (14/8), a companhia entrará em contato novamente para definir os detalhes sobre o retorno do pet aos Estados Unidos."