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Há três dias

Motoboy segue em estado grave após ser ferido por linha de pipa

De acordo com a esposa dele, Rita de Cássia, os médicos estão "otimistas e esperançosos"; José Cordeiro segue sedado, utilizando respirador, mas não está em coma

Publicado em 07 de Junho de 2023 às 12:50

Alberto Borém

Publicado em 

07 jun 2023 às 12:50
Motociclista tem garganta cortada por linha de cerol e está internado
Motociclista teve garganta cortada por linha de cerol e está internado Crédito: Oliveira Alves
Três dias após ser ferido com gravidade no pescoço por uma linha de pipa com cerol quando passava por uma avenida do bairro Ilha dos Aires, em Vila Velha, o motoboy José Cordeiro de Lima Neto, de 47 anos, segue internado em estado grave e sob observação dos médicos no UTI do Hospital Estadual Antônio Bezerra de Faria, no mesmo município. A informação foi confirmada pela esposa dele à reportagem de A Gazeta na manhã desta quarta-feira (7).
De acordo com Rita de Cássia, os médicos estão "otimistas e esperançosos". José Cordeiro está sedado, utilizando respirador, mas não está em coma, segundo a esposa.
No último domingo (4), o soldador, que também trabalha como motoboy, teve o pescoço cortado por uma linha de pipa. Testemunhas contaram que, ao ficar ferido, José Cordeiro de Lima Neto ainda andou por cerca de 100 metros e foi socorrido por um motorista que seguia pela mesma via e percebeu que algo havia acontecido.
"O estado de saúde dele é grave, mas estável. Os médicos estão otimistas, esperançosos. A preocupação no momento é não deixar que ele tenha uma infecção, para que a recuperação ocorra o mais rápido possível"
Rita de Cássia - Esposa da vítima
Ainda segundo Rita de Cássia, o marido não tem previsão de alta.
Após o ferimento, o motorista que socorreu José Cordeiro chegou a fazer uma compressão no pescoço do motociclista. Segundo familiares, a vítima foi submetida a uma traqueostomia - procedimento médico que permite a passagem direta de ar para os pulmões.
Durante a manhã de terça-feira (6), a reportagem da TV Gazeta esteve no local do acidente e observou muitas crianças soltando pipa no canteiro central da avenida. Elas afirmaram, porém, que as linhas não tinham material cortante, que é proibido por lei. A esposa de José Cordeiro reclamou da falta de fiscalização por parte das prefeituras quanto ao uso de linhas cortantes.
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