Um lobo-guará foi flagrado por um morador da comunidade de Feliz Lembrança, no interior de Alegre, no Caparaó, nesta segunda-feira (17). Quem fez o registro foi o Paulo Sérgio Azevedo, que disse não ser a primeira que o animal aparece na região.
A espécie está classificada como vulnerável no Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Ibama), ou seja, requer atenção para não entrar na lista de animais em extinção.
Apesar do nome "lobo", segundo o biólogo e mestre em Ciência Florestal, Edson Valpassos, ouvido pelo g1, o bicho não oferece risco de ataque a humanos.
"O lobo-guará é muito perseguido pelo porte e pelo nome 'lobo', que as pessoas associam que podem atacar a criação. Na verdade, esses animais se alimentam de pequenos anfíbios, repteis, e fruta-de-lobo, que é típica do cerrado, além de outras frutas, e até insetos. Não quer dizer que vendo um animal pequeno ele não possa atacar, mas essa não é a fonte principal de alimentação dele", explicou o biólogo Valpassos.
O biólogo explicou ainda que, em média, a estimativa é que a população atual de animais seja de 23 mil de lobos-guarás no Brasil, que residem principalmente no estado de Minas Gerais.
O cerrado é o ambiente típico dele. Mas com o desmatamento da Mata Atlântica, que é transformada em pastagens, e em outras culturas, eles conseguem trafegar nestes ecossistemas", disse.
Com informações de Viviann Barcelos, g1 ES