Os ingressos extras disponibilizados pela Marinha do Brasil para visitação ao navio-veleiro Cisne Branco se esgotaram em poucos minutos na tarde desta quinta-feira (12). A Marinha tinha liberado mil novas vagas, além dos seis mil ingressos já distribuídos, todos de forma gratuita. A visitação irá ocorrer nos dias 14 e 15 de outubro, das 13h às 17h, na Vports, antigo Porto de Vitória, no Centro da Capital.
O Navio-Veleiro Cisne Branco, um dos mais representativos da Marinha do Brasil, está atracado no Cais Comercial da Vports. Conhecido como “Embaixada Brasileira no Mar”, o “Cisne Branco” exerce funções diplomáticas e de relações públicas, tendo como missão representar o Brasil e a Marinha em grandes eventos náuticos nacionais e internacionais, fomentar a mentalidade marítima para a sociedade, apresentar a cultura e as tradições navais, bem como contribuir para a formação marinheira do pessoal da Marinha do Brasil.
A Marinha informou que o acesso à área portuária somente será permitido mediante apresentação do ingresso, impresso ou on-line, no horário específico descrito no convite, e também mediante o cumprimento dos requisitos de segurança (uso de calçado fechado, sem salto).
A embarcação
Esta não será a primeira vez da embarcação no Estado. Em janeiro de 2021, o veleiro acessou pelo canal da Baía de Vitória, mas a visitação não foi aberta ao público devido ao período de pandemia da Covid-19.
Quatro anos antes, a reportagem de A Gazeta pode visitar o Cisne-Branco. Na época, o tenente Daniel deu detalhes sobre o a importância do veleiro para a frota da Marinha e também em eventos diplomáticos.
Comandado pelo Capitão de Mar e Guerra Sérgio Tadeu Leão Rosário, o veleiro é o terceiro Navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil. Construído pelo estaleiro Damen Oranjewerf, em Amsterdã, Holanda, e entregue à Marinha em 4 de fevereiro de 2000, ele tem 76 metros de comprimento, 48 metros de altura e 32 velas.
A incorporação à Armada ocorreu em 9 de março de 2000, em Lisboa, às margens do Rio Tejo. É um navio de época, cujo projeto é inspirado nos desenhos de veleiros velozes construídos no final do século XIX, os “Clippers”, a última geração de grandes veleiros que precedeu as embarcações de propulsão a vapor.