Guilherme de Morais Souza, de 21 anos, acusado de matar a tiros o próprio pai, o produtor rural Enivaldo Ribeiro de Souza, 42 anos, em Pinheiros, no Norte do Espírito Santo, foi condenado a 16 anos e seis meses de prisão em regime fechado. O crime aconteceu no dia 28 de dezembro do ano passado. A sentença foi publicada nesta segunda-feira (20) pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo.
O texto da sentença afirma que existe “culpabilidade extremamente elevada pela frieza na execução da prática criminosa, com um disparo pelas costas e na nuca da vítima”.
O júri também reconheceu duas qualificadoras de motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima, o que aumentou a pena do réu que, inicialmente, era de 14 anos e 3 meses.
Guilherme foi preso no dia 7 de janeiro, junto com outro jovem de 18 anos que teria participação no crime. O juiz manteve a prisão preventiva dele, que foi levado para o Centro de Detenção Provisória de São Mateus.
O crime
No dia do crime, a vítima teve uma desavença com outro produtor rural devido a uma concessão de um terreno para plantio de café e marcou uma reunião na própria propriedade. Ele foi visto pela última vez por volta das 17h do dia do crime conversando com o filho na fazenda. Depois, não atendeu mais as ligações da família e dos amigos.
A Polícia Militar e a família iniciaram as buscas pelo homem. O corpo de Enivaldo foi encontrado no dia seguinte, com uma marca de tiro na nuca, em uma propriedade próxima ao local onde ele foi visto pela última vez.
Na ocasião, o delegado de Polícia Civil de Pinheiros, Eduardo Pimenta Mota, disse que com os depoimentos dos familiares da vítima foram percebidas algumas incoerências das informações prestadas pelo filho, o que aumentou a suspeita de crime passional.
O jovem de 21 anos foi confrontado pelas provas obtidas durante as investigações e confessou o crime. A arma, que foi enterrada pelo outro suspeito de 18 anos, foi localizada em uma propriedade rural próxima do local do crime, e apreendida pela Polícia Civil.