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Flagrante inusitado

Felino silvestre aparece em clube de Aracruz e desperta curiosidade de moradores

Animal foi identificado como sendo de uma espécie vulnerável à extinção. Segundo o biólogo, Daniel Gosser Motta, a presença dele em área urbana acende alerta para perda de habitat
Luana Luiza

Publicado em 

01 abr 2026 às 19:14

Publicado em 01 de Abril de 2026 às 19:14

Um felino silvestre resolveu fazer uma visitinha a um clube que fica no bairro Jardins, em Aracruz, no Norte do Espírito Santo, e surpreendeu quem estava no local. O animal foi registrado em vídeo, que circulou nas redes sociais e despertou a curiosidade de moradores, que tentavam identificar a espécie. Inicialmente, muitos acreditaram se tratar de um gato-do-mato, mas as características levantaram dúvidas.
Para sanar a curiosidade – e as dúvidas –, a reportagem de A Gazeta conversou com o biólogo e mestre em biologia animal, Daniel Gosser Motta, que disse se tratar de um gato-mourisco (Herpailurus yagouaroundi), um felino sul-americano de corpo alongado, pernas curtas e cauda longa, com pelagem que varia do cinza-escuro ao avermelhado, sem manchas na fase adulta, sendo conhecido por seus hábitos diurnos, diferentemente da maioria dos felinos.
De acordo com o especialista, a maior parte dos registros do gato-mourisco ocorre em áreas de mata fechada. Por isso, a presença em regiões urbanas acende um alerta importante relacionado à manutenção da espécie.
A maioria dos registros desta espécie é realizada em meio à mata densa, e sua aparição em centros urbanos levanta uma grande preocupação, que é a perda de habitat desses animais, causada principalmente pelo desmatamento. No Brasil, ele está classificado na lista de espécies ameaçadas de extinção como Vulnerável
Daniel Gosser Motto - Biólogo e mestre em biologia animal
Em caso de encontro com o animal, a orientação é manter distância e acionar a ouvidoria da Prefeitura para o resgate adequado. Se não houver atendimento, a recomendação é procurar a Polícia Militar Ambiental ou, em alguns casos, o Corpo de Bombeiros.

"Nota de R$ 200" nas ruas

Aracruz, aliás, tem sido palco para aparições de animais incomuns em centros urbanos. Até mesmo um lobo-guará, animal estampado nas cédulas de R$ 200, já foi visto pela cidade. O registro ocorreu no ano passado, na Rua 23 de Maio, no bairro Vila Rica, bem próximo ao Centro.
O canídeo, o maior da América do Sul, pode chegar a cerca de 30 quilos e se caracteriza pela coloração escura da pelagem das pernas, que lembra uma meia alta esticada.  Apesar de ter lobo no nome, o bicho não possui relação com os animais tradicionais do Hemisfério Norte, como o lobo-cinzento. Ele está muito mais próximo do cão e pertence a um gênero próprio, o  Chrysocyon , que significa “cão dourado” em grego, sendo o único desta linhagem.

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