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Capela de Santa Luzia
Capela de Santa Luzia: prédio mais antigo de Vitória Carlos Alberto Silva
Aniversário

Dez prédios icônicos que contam a história de Vitória

De Santo Antônio a Jardim Camburi, A Gazeta registrou dez construções do período colonial aos dias atuais que se revelam as diversas fases do desenvolvimento da Capital

Vitor Jubini

Editor de Fotografia

Publicado em 08 de Setembro de 2023 às 18:29

Publicado em

08 set 2023 às 18:29
Basílica de Santo Antônio
Basílica de Santo Antônio Crédito: Ricardo Medeiros
Há várias formas de contar a história de Vitória, que completa 472 anos neste dia 8 de setembro. Uma delas é por meio da arquitetura. De Santo Antônio a Jardim Camburi, edificações se destacam em meio à paisagem da Capital, seja à beira da baía, de frente para a praia, no alto dos morros ou no centro histórico.
Neste ensaio fotográfico, convidamos você, leitor de A Gazeta, para uma viagem de Norte a Sul e Leste a Oeste de Vitória, mostrando obras relevantes, que simbolizam diversas fases do desenvolvimento de nossa aniversariante. Nesse percurso, contamos com a ajuda do arquiteto e urbanista Tarcísio Bahia, que fez a curadoria dos locais que nos guiam pelo espaço heterogêneo da Capital.

1 - Capela de Santa Luzia

Capela de Santa Luzia
Capela de Santa Luzia: prédio mais antigo de Vitória Crédito: Carlos Alberto Silva
Nosso roteiro começa na Cidade Alta, onde Vitória nasceu e onde está o prédio mais antigo ainda de pé da capital do Espírito Santo. Erguida sobre uma grande rocha, de arquitetura colonial e preservando até hoje seus materiais construtivos originais, a Capela de Santa Luzia era parte da fazenda que deu origem à Vila de Vitória, fundada em 1551. O local, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), foi igreja até 1928, depois foi museu e galeria de arte e pesquisa da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

2 - Catedral Metropolitana

Catedral, Vitória
Catedral Metropolitana de Vitória começou a ser construída em 1920 Crédito: Ricardo Medeiros
Próximo à Capela de Santa Luzia, outra construção religiosa chama a atenção. A Catedral Metropolitana de Vitória começou a ser construída em 1920 e só foi concluída em 1970. O projeto inicial era de Paulo Motta, o mesmo que idealizou o Parque Moscoso, e foi se modificando com o passar dos anos, tendo recebido colaboração de vários artistas e arquitetos. A catedral tem estilo eclético (mistura de estilos) e neogótico (com referência à arquitetura gótica da Europa na Idade Média) como muitas igrejas no Brasil.
"A ideia era recuperar o gótico em um local que não viveu a Idade Média, como o Brasil. A catedral é exemplar com relação a isso. É um marco da paisagem, mesmo não sendo uma arquitetura autentica. Trazendo o estilo de outro lugar e outra época você importa e faz analogia com outro local e outra época, em que o cristianismo era muito forte", explica Tarcísio Bahia.

3 - Basílica de Santo Antônio

Basílica
Santuário Basílica de Santo Antônio Crédito: Carlos Alberto Silva
Ainda no cenário religioso ligado à Igreja Católica, a Basílica de Santo Antônio, no bairro de mesmo nome, guarda um segredo curioso. A planta baixa do prédio (desenho da construção) é inspirado em um projeto do artista e inventor italiano Leonardo Da Vinci. Diferente da maioria das igrejas góticas, cuja planta faz referência a uma cruz latina (com o traço horizontal cruzando a parte superior da haste), a Basílica tem formato de cruz grega (com o traço horizontal passando pelo meio do traço vertical). "Há poucas igrejas, mesmo na Europa, com esse modelo", aponta o arquiteto.

4 - Colégio Estadual

Colégio Estadual
Colégio Estadual é um marco da arquitetura moderna Crédito: Carlos Alberto Silva
Muitos moradores de Vitória passaram anos nos corredores do Colégio Estadual, no Forte São João, sem saber que o prédio é um marco da arquitetura moderna. Projetado por Élio Vianna, a edificação com faixas verticais na fachada trouxe o modernismo para o Estado. "Todos que estudam arquitetura moderna no Brasil deveriam conhecer", diz Tarcísio, que também é professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Élio Vianna projetou cerca de 50 prédios educacionais no Estado. Um deles é o antigo Politécnico, hoje Casa do Cidadão, em Maruípe.

5 - Palácio do Café

Palácio do Café, Vitória
Palácio do Café tem elevadores panorâmicos Crédito: Ricardo Medeiros
O aterro da Comdusa, que formou o bairro Enseada do Suá, é a base para outro prédio icônico destacado pelo especialista: o Palácio do Café. Com projeto de Carlos Alberto Vivácqua, também responsável pelos prédios da Rede Gazeta e da Prefeitura de Vitória, o edifício tem arquitetura impactante. "Ele inaugura uma transição do final do modernismo para a arquitetura mais contemporânea. Como primeiro edifício de altura ali naquela esplanada, é um marco na paisagem", destaca o arquiteto. Os elevadores panorâmicos foram "ponto turístico" da cidade durante muito tempo.

6 - Rodoviária de Vitória

Rodoviária de Vitória
Cobertura elevada, sem paredes, é destaque na Rodoviária de Vitória Crédito: Vitor Jubini
A Rodoviária de Vitória, com sua grande cobertura elevada, sem paredes e sustentada por pilares é um exemplo da arquitetura modernista na paisagem da Capital. O prédio foi projetado por Carlos Maximiliano Fayet, arquiteto gaúcho muito importante para o movimento no Brasil. "Um dos princípios do modernismo era de liberdade espacial. Com a estrutura espacial leve, dá uma ideia de liberdade. Você está saindo de um lugar e pode ir para outro", explica Tarcísio.

7 - Atlântica Ville

Conjunto Atlantica Ville
Prédios do Atlântica Ville foram projetados com a ideia de economia de recursos Crédito: Vitor Jubini
Do lado oposto à Rodoviária de Vitória na cidade, está um conjunto habitacional que é praticamente um bairro: Atlântica Ville. O projeto do condomínio foi inspirado no arquiteto suíço-francês Le Corbusier, para muitos o maior nome do modernismo no mundo. Originalmente, os prédios situados em Jardim Camburi foram projetados com a ideia de economia de recursos, de integração entre os moradores e com aparência mais "lisa", sem adornos.

8 - Biblioteca da Ufes

Prédio da biblioteca da Ufes, Vitória
Prédio da Biblioteca da Ufes é todo de concreto aparente Crédito: Ricardo Medeiros
A Biblioteca da Ufes foi projetada pelo arquiteto José Galbinski, original de Brasília e que também é responsável por diversos prédios da Universidade Federal de Brasília (UNB). Todo de concreto aparente, o edifício carrega a ideia de modernismo, da arquitetura brutalista, que surgiu com o fim da Segunda Guerra Mundial. "Ele é todo aberto de um lado a outro e só as estantes de livros bloqueiam a visão. A ideia é de que pudesse ter liberdade. Ao mesmo tempo, o prédio é localizado no ponto central do campus. A biblioteca é o coração da universidade."

9 - Shopping Vitória

Shopping Vitória, Vitória
Shopping Vitória tem elementos inovadores Crédito: Ricardo Medeiros
Primeiro shopping da cidade, o Shopping Vitória foi projetado pelo escritório Coutinho Diegues Cordeiro Arquitetos, que recentemente assinou o desenho da NeoQuímica Arena, estádio do Corinthians, em São Paulo. O shopping, que completou 30 anos de inauguração em 2023, tem elementos inovadores para a época, como as aberturas no teto que permitem a entrada de luz natural.

10 - Aeroporto de Vitória

Aeroporto de Vitória
Aeroporto de Vitória ajudou a modernizar a conexão da Capital ao resto do país Crédito: Carlos Alberto Silva
Demanda antiga da população, o novo Aeroporto de Vitória ajudou a modernizar a conexão da Capital ao resto do país e do mundo. O projeto é do mesmo escritório de arquitetura que fez o aeroporto de Confins, em Belo Horizonte (MG), e chama a atenção pela parede de vidro com vista para o Mestre Álvaro. "Não tínhamos aeroporto que fizesse jus à cidade e ele ficou com uma cara bacana. Não é grande porque a cidade não é grande, mas não deve nada em termos de conforto e estética aos demais aeroportos", avalia o arquiteto Tarcísio Bahia.

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