Uma família de Vila Velha, na Grande Vitória, vive a dor de ter perdido a aposentada Eunice de Oliveira Soares, de 69 anos, em Portugal. A idosa estava no país desde fevereiro, visitando a filha caçula e os netos. Agora, os familiares pedem ajuda para conseguir enterrar o corpo dela.
A outra filha de Eunice e moradora de Vila Velha, a servidora pública Clecia Soares de Oliveira, de 43 anos, conta que a irmã mandava uma passagem para a mãe a cada três anos, para ela visitar os netos e passar alguns meses com a família. “Minha mãe costumava ir e passar três, quatro meses, às vezes, até seis, porque minha irmã comprava a passagem de ida e depois minha mãe decidia quando iria voltar”, relata.
Eunice foi para Portugal no dia 10 de fevereiro e, na última sexta-feira (6), passou mal de manhã na casa da filha caçula. “A gente não sabe ainda o que deu, mas ela caiu no banheiro, bateu a cabeça. Minha irmã chamou a ambulância, levaram nossa mãe para um hospital em Faro”.
A família conta que Eunice passou o dia no hospital e recebeu alta. Durante a noite, o marido da filha caçula foi até a unidade hospitalar buscar a mãe, que saiu andando e falando normalmente.
“A caminho de casa, ela sentiu uma dor muito forte, segundo o meu cunhado, no estômago, gritou de dor e desmaiou. Meu cunhado ligou para a minha irmã, para ela ir entrando em contato com a ambulância, tiraram ela do carro, fizeram os primeiros socorros. No prédio da minha irmã tinha uma enfermeira e ela constatou que minha mãe não tinha mais pulsação nem batimentos cardíacos. No hospital confirmaram o óbito”, contou emocionada.
Segundo os familiares, como a aposentada saiu, aparentemente, bem do hospital e morreu após a alta, é necessária uma autópsia em Portugal para constatar a causa da morte.
TRANSLADO E CUSTOS
Agora, a família, além da dor, sofre com a dificuldade para trazer o corpo de Eunice para o Espírito Santo. “Não temos condições de fazer o translado. É muito caro. Não temos condições de pagar passagem e ir até Portugal. Ou vamos, ou mandamos esse dinheiro que estamos conseguindo para fazer o enterro dela lá. Por isso lançamos a vaquinha virtual para mandar o dinheiro para lá. O dinheiro está indo em forma de amor, de despedida. Minha mãe era maravilhosa, boa para todo mundo”, relembra.
O translado foi orçado pela família em um valor de cerca de 20 mil euros. Assim, a vaquinha foi criada com o objetivo de alcançar R$ 100 mil, para custear esse valor. Mas caso não consiga, vão utilizar o que ganharem para tentar realizar o enterro.
“Para enterrar em Portugal, meu cunhado disse que são sete mil euros. Para cremar seria cerca de três mil euros, mas minha mãe quando viva pedia para não ser cremada, porque eu perdi meu pai assim. Nossa casa pegou fogo e ele morreu com boa parte do corpo queimada. Mas o dinheiro agora só da para cremar. Como não vamos conseguir trazer, queríamos, pelo menos, poder enterrar”, explica.
COMO AJUDAR
A vaquinha criada pela família está disponível no link a seguir: Vakinha