Os casos de dengue em Baixo Guandu, na região Noroeste do Espírito Santo, fizeram com que as autoridades em saúde voltassem a atenção para o município, que se tornou a cidade do interior com mais casos confirmados de dengue em todo o Estado, perdendo em números apenas para a Serra, na Grande Vitória. Desde o começo do ano, já são quase 1.500 notificações e mais de 650 casos confirmados, o que gera uma média de, pelo menos, sete novos registros por dia.
Diante dessa situação, a Secretaria Estadual de Saúde (SESA) está monitorando o município de perto e adotando medidas estratégicas para conter o avanço da doença. Segundo Orley Cardoso, subsecretário em Vigilância em Saúde, a assistência foi reforçada.
Encaminhamos uma equipe da SESA para o município, disponibilizamos veículo, capacitamos os agentes e eles estão fazendo operação de campo. Fizemos também uma capacitação para a assistência no hospital, para que seja facilitado o diagnóstico, já que a gente vive um momento de crescimento dos casos de dengue somados aos casos respiratórios
O impacto real da doença é sentido por moradores, como o Arthur Coutinho, que recentemente contraiu a doença e precisou ficar afastado do trabalho por sete dias. Segundo ele, embora ouvisse falar das consequências, nunca imaginou que fosse tão forte.
A gente não espera que vai acabar contraindo. A dengue me derrubou
O perigo é acentuado pelo fato de existirem quatro sorotipos diferentes do vírus, sendo o tipo 2 o mais comum no Estado atualmente. Isso significa que mesmo quem já teve dengue pode ser infectado novamente, muitas vezes enfrentando uma forma ainda mais grave da enfermidade. Para identificar a doença precocemente, a médica infectologista Marina Malacarne destaca os sinais de alerta que não devem ser ignorados.
Os sinais mais importantes são os casos de fraqueza intensa, dor no corpo, principalmente nos músculos e nas juntas, dor de cabeça e ao redor dos olhos, manchas pelo corpo, vômito e diarreia, que também podem aparecer no caso
A especialista reforça que este é o momento crucial para a população redobrar os cuidados preventivos, como o uso constante de repelente, o uso de roupas que cubram o corpo e, principalmente, a vigilância rigorosa dentro das residências para eliminar qualquer foco do mosquito Aedes aegypti.