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Homenagem

A despedida de médico de 92 anos que dá aulas de Anatomia há décadas no ES

Na Emescam, lecionou Anatomia desde 1967 — foi o primeiro professor da faculdade e dá nome ao departamento Anatômico da instituição

Publicado em 14 de Julho de 2024 às 09:07

Redação Integrada

Publicado em 

14 jul 2024 às 09:07
Depois de quase sete décadas de profissão, o professor de Anatomia Hidelgardo Rodrigues, 92 anos, colocou o jaleco pela última vez, em uma aula realizada nesta semana, na Emescam, em Vitória. Ele nasceu na cidade mineira de Teófilo Otoni, Minas Gerais, se formou em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 1956 e começou a dar aulas no dia seguinte. Também foi professor em universidades em Juiz de Fora (MG), na Bolívia e na Venezuela.
Na Emescam, lecionou Anatomia desde 1967 — foi o primeiro professor da faculdade e dá nome ao departamento Anatômico da instituição, onde se despediu da docência com uma emocionante homenagem após 67 anos de magistério. “Se ele não é o, é um dos melhores anatomistas do Brasil. Então, tê-lo aqui na faculdade é algo muito grandioso para a gente. Aprender com uma pessoa tão experiente e que tem uma didática tão boa quanto a dele”, destacou um dos alunos de Hildegardo. Veja vídeo:
Em entrevista à jornalista Rafaela MarquezinI, da TV Gazeta, o professor contou sobre a sensação de dar adeus à sala de aula após tantas décadas. “O coração está tranquilo porque cumpri com o meu dever. Ajudei a formar centenas, milhares de médicos”, lembrou, destacando que o período também ensinou algumas coisas. “Aprendi que os alunos bons, interessados, aprendiam com facilidade e tinham sucesso depois como médicos. O futuro não faz mal a ninguém. Agora a falta de leitura, de estudo, sim".
Professor de Anatomia recebe homenagem após 67 anos de magistério
Professor de Anatomia Hidelgardo Rodrigues começou a dar aulas na década de 1950 Crédito: Arquivo pessoal
Além do legado intelectual, o médico e professor deixa outro tesouro para as futuras gerações de alunos: um museu de anatomia, em que cada órgão do corpo em exposição foi dissecado pelas mãos dele. Após muitos feitos, a nova rotina, com a aposentadoria, já está definida: “Sempre estudando, vendo documentários… Adoro ver documentários, noticiários", finalizou.

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