O Espírito Santo não vai ficar vendo navios nesta temporada. Pelo menos os de cruzeiro. É que está previsto apenas um navio para atracar no Porto de Vitória: um estrangeiro, e só em fevereiro. Segundo o secretário estadual de Turismo, Paulo Renato Fonseca Júnior, o motivo é a reforma do porto, que interrompeu as escalas das embarcações. “O trabalho de atração [de novos navios] terá que ser refeito”, explica.
A simulação
Segundo o secretário, existe a possibilidade de duas escalas em Vitória, mas apenas para o final de 2019: uma da Costa e outro da MSC. “Vai depender de uma simulação que será feita em janeiro na USP, que foi contratada pela Codesa. A proposta é que o navio entre de ré no canal”.
O Bruxo no NYT
Um orgulho: Machado de Assis foi incluído entre os “top books” de 2018 do jornal “New York Times”.
Castelo, a grande
O Espírito Santo começa 2019 sob a égide da “República de Castelo”: o governador Casagrande, que toma posse amanhã, e d. Dario Campos, o arcebispo de Vitória que assume neste sábado, nasceram na cidade do Sul do Estado.
A Grande Castelo
Ou seja, não tem mais discussão: Cachoeiro de Itapemirim passa a fazer parte, oficialmente, da “Grande Castelo”. Desculpa aí, gente.
Mais fiscalização
Um aviso aos irresponsáveis que não dão valor à vida: a PRF-ES está mobilizada especialmente para flagrar motoristas que bebem e vão dirigir no ano-novo e no período de férias.
Mais flagrantes
Aos números: no período de Natal, foram flagrados nas rodovias federais 115 condutores que ingeriram álcool, 326% a mais que no ano passado, quando foram constatados 27 casos.
Mais eficiente
O segredo desse aumento no índice de motoristas flagrados com álcool é o novo bafômetro, que faz o teste 10 vezes mais rápido sem que o motorista precise assoprar o dispositivo,
Alô, 2018!
Será que vamos ficar com saudades de você?
Viva a vida!
A coluna deseja a todos que 2019 seja melhor que 2018 e pior que 2020. Boas Festas e Paz na Terra!
MINIENTREVISTA - CORONEL NYLTON RODRIGUES
Recém-aposentado da PM, Nylton Rodrigues encerra hoje sua gestão na Sesp comemorando a queda no índice de homicídios. O coronel, que agora vai comandar a Segurança da Serra, onde é cogitado para ser candidato a prefeito, diz que aprendeu muito tanto como comandante-geral quanto secretário da Sesp.
O que foi mais difícil: ser comandante-geral da PM ou secretário de Segurança?
Encontrei a Polícia Militar com os seus valores a serem recuperados e no auge da maior crise da segurança pública do Brasil. Implantamos uma reestruturação administrativa e operacional. Na Sesp, tivemos os mais diferentes desafios, como a elucidação de um crime que chocou o Estado (a morte dos irmãos Kauã e Joaquim), a rápida resposta no caso do assassinato do ex-governador Gerson Camara até uma greve dos caminhoneiros, em que fomos eficientes e demos as respostas. Ambas as gestões foram de muito aprendizado.
Passados quase dois anos da greve da PM, as feridas estão cicatrizadas?
Os valores da hierarquia e da disciplina foram resgatados. O papel do Alto Comando da instituição é garantir a transmissão desses valores e protegê-los da ação movida por interesses pessoais. Os comandantes da instituição devem ter como norte o posicionamento institucional.
Qual sua expectativa em relação à política nacional de segurança pública?
A próxima gestão do governo federal tem grandes desafios. Precisa reformular a legislação penal, trabalhar com inteligência para combater as facções criminosas, discutir a questão das drogas, combustível do crime, e reduzir os homicídios. E isso só é possível com uma agenda prioritária, investimentos, valorização e união das instituições, como fizemos no ES, onde chegamos ao menor número de homicídios dos últimos 29 anos.
Na sua gestão, houve queda de homicídios, mas é alto o índice de crimes contra o patrimônio. O que ainda precisa ser feito?
Os números de crime contra o patrimônio estão em queda no ES. Formamos grupos de trabalho com comerciantes, criamos uma delegacia especializada de combate a crimes contra o comércio e as polícias estão focadas nesse tipo de delito.
O sr. volta a ser secretário de Segurança da Serra. É um bom trampolim para sua eventual candidatura a prefeito?
Me aposento da polícia e volto a ficar junto aos moradores da Serra, mais preparado do que na primeira vez. Quero é servir bem e trabalhar muito. E do jeito como o povo precisa e quer.