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Espírito Santo se destaca no cenário nacional e, consequentemente, no contexto internacional, como o Estado brasileiro atualmente mais organizado nos aspectos fiscal e de estrutura estatal. Contudo, como qualquer território inserido no ambiente de competição da economia global, ainda existem empecilhos à ampliação da sua competitividade a serem suprimidos para que o crescimento econômico seja ampliado.
Existem condições imperativas que devem ser satisfeitas para que se alcance um nível mais elevado de competitividade, como aumento da garantia de segurança jurídica; burocracia eficiente; novos modelos de parceria público-privada; infraestrutura racionalizada; estrutura institucional-regulatória pertinente.
Para o ES não cabem mais especulações quanto à construção de ferrovias utópicas com traçados ilógicos e capazes de inflamar uma guerra concorrencial entre portos, não possuindo, portanto, funcionalidades definidas. São também desnecessários e prejudiciais ao desenvolvimento capixaba – por drenar esforços – os debates sobre portos que não possuem demandas para o transporte de cargas claramente indicadas, o que recorrentemente está acontecendo no Espírito Santo.
O Estado precisa de grandes projetos (rodovias, ferrovias, entrepostos logísticos, portos, dentre outros) que ampliem a sua competitividade, o que por sua vez proporcionará o aumento da sua atratividade para investimentos de empresas privadas nacionais e/ou multinacionais e possibilitará o crescimento das próprias empresas capixabas.
Porém, esses grandes projetos devem ser fundamentados em estudos. Dessa forma, no intuito de conhecer o que promoverá um salto competitivo, fornecendo infraestrutura e uma estrutura institucional (estatal em parceria com o setor privado) capaz de gerar benefícios aos setores econômicos, é preciso realizar análises que apontem os projetos com o potencial de solucionar os problemas que impedem um crescimento econômico mais acelerado e afetam a competividade do Espírito Santo.
Logo, primeiramente é necessário identificar o que deve ser estimulado e planejado pelo Estado em sintonia com o setor privado, objetivando compreender o que o Espírito Santo precisa para ampliar a sua competitividade e viabilizar investimentos.