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LUTO

Trauma é gigantesco e nada será completo, diz irmã de ator de morto

Jovem que teve a família morta a tiros também disse que arma não é objeto de defesa

Publicado em 12 de Junho de 2019 às 12:35

Publicado em 

12 jun 2019 às 12:35
Rafael Henrique Miguel Crédito: Reprodução/Instragram

Uma das irmãs do ator Rafael Miguel, morto a tiros pelo pai da namorada, publicou mensagem nas redes sociais em que cita trauma gigantesco e afirma que armas não são objeto de defesa. 

Camila Miguel, 26, perdeu o irmão e os pais, João Alcisio Miguel, 52, e Miriam Selma Miguel, 50, na tarde deste domingo (9), em São Paulo. O crime ocorreu em frente à casa da namorada de Rafael Miguel,  Isabela Tibcherani, 18, e é atribuído ao pai da jovem, Paulo Cupertino Matias, 48, que não aceitava o relacionamento. 

No texto publicado, ela relata o momento após perda da família. "Aos poucos, a vida vai seguir. O sofrimento de não tê-los mais, não vê-los, não ver meus pais babando de amores pela neta, ou meu irmão bem em frente de onde estou agora na cozinha, nada nunca vai ser completo sem eles, o trauma foi gigantesco. Mas seguirei", escreveu. 

Camila também critica o uso de armas. "Arma não é e nunca será objeto de defesa. Arma é um objeto que mata", afirmou. 

Ela afirma estar em momento de luto e assimilação da tragédia. Agradece pelo apoio e pede para que não sejam compartilhados perfis desrespeitosos que tenham postado fotos dos corpos das vítimas. 

"Obrigada mãe, obrigada pai, obrigada Rafa. Vamos, por favor, deixá-los descansar na paz merecida pós tamanha brutalidade", escreveu. 

Como foi o crime Há divergências sobre como aconteceu o crime. A Isabela Tibcherani disse que os pais do ator teriam dado uma carona para ela até sua casa. No entanto, ao chegar no local, o pai da garota, comerciante Paulo Cupertino Matias teria tirado a filha do carro e discutido com Rafael, pois não aceitava o namoro mantido pelos dois. Em seguida, Matias teria baleado as três vítimas.

Já a mãe da namorada e esposa do comerciante, Vanessa Tibcherani, afirmou em depoimento que o ator teria ido à sua casa com seus pais para conversar e tentar convencer Matias a aceitar o namoro, que já acontecia há um ano e dois meses. Quando o pai de Isabela chegou ao local teria atirado nas vítimas, que morreram no local.

Paulo Cupertino Matias também responde também a outros nove crimes, todos ocorridos entre 1990 e 1999. Entre eles, estão registrados quatro assaltos, associação criminosa, tentativa de fuga e dois furtos.

Segundo um policial que acompanhou o depoimento da esposa de Matias, no 98º DP (Jardim Miriam), a mulher acusa o comerciante ser violento com toda a família e ter ciúme doentio da filha chegando até a impedi-la de sair de casa.

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