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Artista

Vera Fischer será homenageada no Festival de Cinema de Vitória

Artista também receberá caderno bibliográfico contando sua trajetória

Publicado em 25 de Junho de 2019 às 11:12

Publicado em 

25 jun 2019 às 11:12
Crédito: Reprodução/Instagram @verafischeroficial
Aos 67, Vera Fischer está às vias de entrar para uma seara de medalhões da sétima arte a guardarem em suas estantes o Troféu Vitória - entregue aos expoentes do cinema brasileiro. A atriz foi escolhida como a grande homenageada do Festival de Cinema de Vitória, que chega a sua 26ª edição.
Além do troféu, Vera ganhará um perfil autobiográfico - o chamado Caderno de Cinema - escrito pelo jornalista e escritor Jace Theodoro, autor de livros como "Agudas e Crônicas" e "A Palavra que Apalavra". Fotos marcantes da carreira de Vera vão compor a publicação, lançada costumeiramente numa grande entrevista coletiva da homenageada.
Os encontros de Vera com Theodoro devem acontecer em julho, para que a atriz perpasse em entrevista sua ótica sobre os episódios de sua carreira e também responda aos questionamentos do jornalista. Na obra, estarão passagens da infância, a transformação da miss em atriz, e a carreira tríade em cinema, teatro e TV.
Momentos polêmicos como o desafio com as drogas devem ficar de fora da obra - e assumido caráter de homenagem. Vera foi internada pela última vez em uma clínica de reabilitação em 2011.
Antes de Vera, o Troféu Vitória e o Caderno de Cinema foram entregues a nomes como Marco Nanini, Dercy Gonçalves, Marília Pêra, Marieta Severo, Laura Cardoso, Patrícia Pillar e Dira Paes.
A reportagem apurou que Vera foi escolhida pelo conjunto da obra no cinema, teatro e televisão. No cinema, foram mais de 20 filmes, com premiações da Associação Paulista de Críticos de Arte, APCA, e Candango, no Festival de Brasília. Estão em seu currículo clássicos como "Bonitinha Mas Ordinária", "Amor Estranho Amor" e "Intimidade".
Ao jornal Folha de S.Paulo, Vera já chegou a lembrar como foi difícil associar a carreira de atriz com a eleição do Miss Brasil em 1969. "Sofri muito preconceito por ser loira de olhos claros. Me chamavam de burra, de prostituta, diziam que eu não era atriz, que era canastrona. Sofri muito teste do sofá, sofri por ser miss."
O tempo passou e 2019, aliás, marca o retorno da atriz ao cinema, depois de 16 anos longe, como protagonista de "Quase Alguém" --longa que fala sobre a busca incansável de uma grande atriz que vive um grave e intenso drama pessoal, e, ao lançar seu livro auto biográfico, "Quase Alguém", tenta a redenção de todos que possivelmente magoou em sua vida, especialmente sua filha. A direção é de Daniel Ghivelder.
Em tempo, a 26ª edição do Festival de Cinema de Vitória acontecerá entre os dias 24 e 29 de setembro na Ilha de Vitória (ES).

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