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Cinema

Tenso, 'Um Lugar Silencioso' é o melhor terror dos últimos tempos

Filme traz futuro distópico onde qualquer barulho pode causar a morte
Redação de A Gazeta

Publicado em 

06 abr 2018 às 15:39

Publicado em 06 de Abril de 2018 às 15:39

John Krasinski protagoniza e dirige o filme Crédito: Paramount/Divulgação
“Um Lugar Silencioso” é um dos filmes de terror mais interessantes dos últimos anos – da direção ao elenco, passando, claro, pelo inventivo roteiro, o longa de John Krasinski (também um dos protagonistas) mistura horror, tensão e suspense em uma obra que leva o espectador para dentro de seu universo com maestria.
A história começa 89 dias depois de uma catástrofe que deixou um ambiente pós-apocalíptico com poucos sobreviventes – pessoas que agora têm que viver no mais absoluto silêncio, pois qualquer ruído pode atrair a atenção dos monstros que dizimaram a população. Pouco se sabe sobre eles a não ser que são praticamente indestrutíveis, não enxergam e têm audição aguçada. Essa informações são passadas aos poucos, por meio das anotações de alguns personagens ou até mesmo por capas de jornais.
Neste cenário, Evelyn (Emily Blunt) e Lee (John Krasinski) não tiveram opções senão adaptar a rotina da família, mas contaram com algo a seu favor: a linguagem de sinais já era hábito na casa em função da jovem Regan (Millicent Simmonds, uma atriz surda).
HABILIDADE
“Um Lugar Silencioso” se destaca principalmente pelas atuações de seus protagonistas e pela sutil direção de Krasinski. O diretor faz boas escolhas para construir o ambiente e, principalmente a tensão – basta pensar nos barulhos que fazemos diariamente para imaginar o quanto é difícil viver sem eles; o simples digitar deste texto, por exemplo, já seria suficiente para que a vida deste que vos escreve fosse ceifada. O roteiro cria situações como esta, simples, mas que pode ser mortal.
"Um Lugar Silencioso" é tenso na medida certa Crédito: Paramount/Divulgação
É nos momentos que brinca com a tensão e o imaginário do espectador que o filme brilha. O texto é esperto o suficiente para esconder ao máximo as ameaças – seria, inclusive, o melhor filme da saga “Cloverfield”. Ao mesmo tempo, não faz esforço nenhum para explicar o que aconteceu ou como a situação chegou àquele ponto.
A tensão é reforçada pelo excelente trabalho de som, algo um pouco óbvio devido à natureza do filme, mas que merece ser destacado mesmo assim. Da mesma forma, merece ser destacado que o filme acaba optando pelo jump scare (reforçado pelo som) em seu terceiro ato; uma escolha compreensível tendo em vista um mercado que ainda não lida tão bem – ao menos em bilheteria – com um terror menos usual.
Curto (95 minutos) e diretíssimo, “Um Lugar Silencioso” é um filmaço. A mistura de ficção científica com terror e suspense dá um ar de “Alien: O Oitavo Passageiro” ao filme; da mesma forma que a tensão mostra que Krasinski bebeu muito da fonte do “Tubarão” de Steven Spielberg, duas escolhas que, quando bem absorvidas, não poderiam render algo ruim.

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