Músicos e amigos de longa data, MPB4, Toquinho e Ivan Lins sobem ao palco daqui a pouco em Vila Velha para celebrar meio século de carreira. “50 anos de Música” é o nome do show que reúne esse “trio” de peso. Os artistas se apresentam juntos e solo, em uma grande celebração.
Para aproximar ainda mais o público, a organização do show planejou uma transmissão ao vivo, a partir das 21h30.
O show
Cada artista escolheu três ou quatro canções que marcaram suas trajetórias para a apresentação. Toquinho relembra suas músicas com Vinícius, enquanto Ivan vai desde “Madalena”, gravada por Elis Regina em 1971, até “Sou Eu”, com Chico Buarque em 2009.
Aquiles, Miltinho, Dalmo e Paulo, atuais integrantes do grupo MPB4 (que teve em sua formação original Magro e Ruy Farias) relembram sucessos como “Amigo é Para Essas Coisas”, “Olê Olá” e “Roda Viva”, canção de Chico Buarque interpretada por ele e pelo quarteto vocal), como adianta Aquiles, integrante do grupo e colaborador frequente do caderno “Pensar”, que integra este suplemento. Show será transmitido ao vivo no facebook do Patrick Ribeiro.
Como surgiu a ideia de juntar todo mundo?
Há uns cinco ou seis anos o MPB4 e Toquinho se juntaram. A ideia deu supercerto e o show ficou muito tempo em cartaz, até que pensamos em juntar o Ivan Lins na turma. “50 Anos de Música” é um sucesso extraordinário porque todos têm músicas superconhecidas. É o tipo de show de que o público sai agradecido porque encontra músicas que gosta de ouvir e cantar.
E como é o show?
Cada um escolheu suas músicas de maior sucesso. A formula é assim, entra o MPB4 sozinho, canta durante 40 minutos, e aí entra o Toquinho, e fazemos duas ou três juntos. O Toquinho faz o seu solo, depois chama o Ivan, que entra e toca com ele. Depois o Ivan toca sozinho, nós tocamos com ele, e ao final todo mundo canta junto.
E o público, é formado só pela geração que acompanhou a carreira de vocês desde o início ?
O público basicamente tem a nossa idade. Só que acontece um fenômeno, a renovação do nosso público se dá dentro das casas. É a única explicação para longevidade de cantores e artistas como nós, que não tocamos na TV ou na rádio. Esse público da nossa idade, que começou a gostar da música brasileira conosco, se encarrega de ouvir em casa e faz com que os filhos ouçam e tenham curiosidade. Não é raro, encontrar um pai com o filho e às vezes ate o avô.
E como você enxerga a MPB hoje no país?
A partir da minha coluna (publicada no “Pensar”) tomo conhecimento de músicos, instrumentistas e compositores com que o grande público jamais vai ter contato porque hoje em dia não se pode fazer esse tipo de música, de grande qualidade, porque não interessa a grande mídia.