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Polêmica

Sérgio Camargo não é mais, por ora, presidente da Fundação Palmares

Sua nomeação e seus comentários publicados nas redes sociais geraram muitas críticas; Governo ainda recorre da decisão de juíz do Ceará e jornalista pode voltar a ser nomeado

Publicado em 12 de Dezembro de 2019 às 14:46

Redação de A Gazeta

Publicado em 

12 dez 2019 às 14:46
Sergio Camargo, novo presidente da Fundação Palmares, na foto do seu perfil do Facebook Crédito: Reprodução/Facebook
Sérgio Camargo, o jornalista que assumiu a presidência da Fundação Palmares e disse que a "escravidão foi benéfica para os descendentes", teve sua nomeação suspensa nesta quarta-feira, 11 A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União desta quarta-feira, 11.
Segundo a publicação, a suspensão ocorre "em estrito cumprimento à decisão proferida pelo Juízo da 18ª Vara Federal da Seção Judiciária do Ceará no âmbito da Ação Popular nº 0802019-41.2019 4.05.8103/CE". Portanto, nomeado em 27 de novembro, Sérgio Camargo não é mais presidente da Fundação Cultural Palmares.
Isso não quer dizer que Camargo não será mais, definitivamente, o presidente da Fundação Palmares. A decisão agora publicada, explica a Secretaria Especial de Cultura, é apenas para atender a decisão judicial. Era preciso suspender sob pena de incorrer em descumprimento de ordem judicial, explica a secretaria.
A Advocacia-Geral da União apresentou recurso ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) contra liminar que suspendeu a nomeação do jornalista. Se a decisão for revogada, Sérgio Camargo volta a ser nomeado.
No dia 4 de dezembro, o juiz federal substituto Emanuel José Matias Guerra, da 18ª Vara Federal de Sobral (CE), suspendeu o ato de nomeação do presidente da Fundação Cultural Palmares, alvo de críticas por declarações contrárias ao movimento negro. O magistrado atende a pedido feito em ação civil pública contra União, que questionava os critérios de nomeação de Camargo ao cargo.
De acordo com o magistrado, a nomeação "contraria frontalmente os motivos determinantes para a criação" da Fundação Palmares e põe a instituição "em sério risco", visto que a gestão pode entrar em "rota de colisão com os princípios constitucional da equidade, da valorização do negro e da proteção da cultura afro-brasileira".

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