Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Games

'Returnal' faz bom uso do PlayStation 5, para quem pode engolir o preço

Um dos primeiros exclusivos do console, jogo no estilo 'roguelike' tem progresso lento e exige insistência do jogador

Publicado em 03 de Maio de 2021 às 14:11

Agência FolhaPress

Publicado em 

03 mai 2021 às 14:11
“Returnal” é um jogo que traz o gênero
“Returnal” é o primeiro jogo exclusivo para o PS5 Crédito: Divulgação/Housemarque
"Returnal" é um jogo que, mesmo para iniciados no gênero roguelike, promete longas horas de tentativa e erro até que se consiga progredir na história -mas garante diversão para quem quiser encarar o combate difícil e o progresso lento.

Um roguelike é um estilo de game no qual morrer é mais ou menos definitivo. A cada derrota, o jogador é levado de volta ao início, e precisa começar tudo de novo -a quantidade de progresso permanente varia de título para título.

No mundo de ficção científica de "Returnal", você é Selene Vassos, uma patrulheira da corporação Astra que sofre um acidente e tem um pouso forçado no planeta Atropos. Selene logo percebe que, a cada vez que é morta pela fauna agressiva do planeta alienígena, volta ao momento do acidente, e precisa navegar novamente pelas ruínas de uma civilização extinta -na primeira fase, ou "bioma", o jogo aposta em um ambiente entre o filme "Prometheus" e o mundo invertido da série "Stranger Things". Há seis biomas no total.

O atrativo em um roguelike é justamente a diversidade. A cada morte, o jogador tem uma experiência nova, com salas, inimigos e até habilidades diferentes para explorar. É esse aspecto que evita que o jogo fique maçante.

“Returnal” é um jogo que traz o gênero
“Returnal” é um jogo que traz o gênero "roguelike" e promete longas horas de tentativa e erro Crédito: Divulgação/Housemarque

"Returnal" não faz um bom trabalho nesse quesito: apesar da mudança constante na estrutura dos níveis, o game não oferece muito mais do que isso para manter o interesse do jogador. Depois de algumas mortes, o combate em estilo tiro em terceira pessoa, intenso e difícil, corre o risco de se tornar frustrante.

Outro ponto crucial na maioria dos roguelikes recentes é o progresso permanente: apesar das mortes, coisas como equipamentos ou melhorias em habilidades permanecem e vão tornando o jogador cada vez mais forte e melhor preparado para lidar com os desafios.

Mas em "Returnal", o progresso permanente não é muito expressivo. Não há como evoluir de nível nem atributos da personagem a serem melhorados de forma permanente. A motivação para continuar depende da curiosidade do jogador para descobrir o que aguarda no próximo bioma -o que pode não ser o bastante para quem prefere uma experiência menos complicada.

O jogo melhora nos momentos em que apresenta novas mecânicas e áreas, sempre depois de um chefe. Quando o primeiro é derrotado e o novo bioma é desbloqueado, há novos inimigos, armas e desafios a conquistar, e com o tempo o combate começa a fluir melhor. Em uma semana, este repórter jogou "Returnal" por cerca de 20 horas, conseguindo progredir até o terceiro bioma.

A história, outro pilar importante para sustentar o interesse no jogo, demora a cativar, com um enredo lovecraftiano misterioso até demais e uma protagonista que não inspira muita simpatia. Mas, assim como acontece com o combate, a insistência vai criando curiosidade para saber mais sobre a vida de Selene e quem eram os alienígenas que viviam no planeta antes dela.

Desenvolvido pelo estúdio finlandês Housemarque, "Returnal" tem a vantagem de ser um dos primeiros exclusivos do PlayStation 5. O console da Sony foi lançado há apenas seis meses, e por isso não tem muitas opções de jogos pensados especificamente para ele.

O game cumpre esse papel com maestria -os gráficos são lindos, o tempo de carregamento é praticamente inexistente, e detalhes como pequenas vibrações no controle do PS5 que imitam o tamborilar da chuva no capacete da astronauta, por exemplo, são primorosos.

Talvez esse seja o principal ponto forte de "Returnal" -se você comprou um Playstation 5 agora, tem pouca coisa para jogar. Sendo capaz de engolir o preço, o jogo pode ser uma boa maneira de passar o tempo com o console enquanto se espera por experiências mais robustas da nova geração de games.

  • RETURNAL
  • Avaliação: Bom
  • Quando: lançado na última sexta (30)
  • Preço: R$ 349,90, na Playstation Store
  • Classificação: 14 anos
  • Produção: Finlândia, 2021
  • Desenvolvedora: Housemarque

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Motociclista de 20 anos foi socorrida após acidente em Itapemirim, mas morreu na manhã seguinte
Jovem de 20 anos morre em acidente entre moto e carro em Itapemirim
Imagem de destaque
Rins, fígado e pâncreas: 10 dicas para ajudar a detoxificar os órgãos
Entre os objetos apreendidos pela Polícia Penal, estão drogas, aparelhos eletrônicos e armas brancas.
Maconha e celulares são apreendidos em ônibus com detentos em São Mateus

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados