Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Televisão

Para retomar gravações, programas de variedades estão se reinventando

MasterChef e Caldeirão do Huck vão estrear novos formatos

Publicado em 08 de Julho de 2020 às 14:31

Redação de A Gazeta

Publicado em 

08 jul 2020 às 14:31
O apresentador Luciano Huck
O apresentador Luciano Huck no comando do Caldeirão do Huck, que agora terá plateia virtual Crédito: Globo/Victor Pollak
Na manhã desta terça (7), a Band promoveu uma entrevista coletiva para lançar a nova fase do MasterChef. Com transmissão pelo YouTube, a apresentadora Ana Paula Padrão, os jurados Erick Jacquin, Henrique Fogaça e Paola Carosella e a diretora Marisa Mestiço responderam a perguntas de jornalistas de todo o Brasil. E deram detalhes de como será a 7ª temporada do reality (ou a 12ª, se contarmos os spin-offs), que estreia no dia 15 de julho.
Para começar, não haverá mais um masterchef: haverá vários. Cada um dos episódios será fechado em si mesmo, com oito candidatos participando de uma prova e disputando um prêmio de R$ 5.000 (a mesma quantia será doada a uma instituição beneficente). Na semana seguinte, outra prova, outros participantes, outro vencedor.
Por causa da necessidade de se manter o distanciamento, também não haverá mais provas em grupo, só individuais. As receitas também estão mais corriqueiras, com pratos mais populares e muitos ingredientes que o espectador já tem em casa. "O programa está mais parecido com o Brasil de hoje", disse a diretora Marisa Mestiço. "Todo mundo está mais preocupado, mais solidário, mais coletivo".
Há anos que o MasterChef é a maior audiência da Band, e o faturamento da emissora não poderia mais ficar muito tempo sem seu carro-chefe. Por isto, é natural que os responsáveis pelo programa tenham praticamente desenvolvido um novo formato, bastante diferente da competição original.
MasterChef: os jurados Henrique Fogaça, Paola Carosella e Erick Jacquin, com a apresentadora Ana Paula Padrão
MasterChef: os jurados Henrique Fogaça, Paola Carosella e Erick Jacquin, com a apresentadora Ana Paula Padrão Crédito: Divulgação/Band
O MasterChef, claro, não é o único caso. Em todos os canais, os programas de variedades estão buscando formas de voltar ao ar, mesmo com o Brasil ainda vivendo o que parece ser o auge da pandemia.
Na Globo, o Encontro com Fátima Bernardes reestreou já no final de abril, depois que o jornalístico Combate ao Coronavírus perdeu audiência e acabou cancelado. Mas o programa de Fátima teve que se adaptar ao novo normal: voltou sem plateia e com quase todos os convidados interagindo remotamente. Um ou outro até vai ao estúdio, mas mantendo distância da apresentadora.
O SBT também já está exibindo episódios inéditos do Programa da Maísa, depois de alguns meses de reprises. O talk show retornou com uma novidade: uma plateia virtual. Só que o resultado ainda é estranho. As pessoas que aparecem no telão - cada uma delas, supostamente, em sua própria casa- não reagem ao que acontece no palco. Não riem, não aplaudem e nem parecem estar vendo o programa.
As gravações do Caldeirão do Huck voltaram a ser realizadas nos Estúdios Globo e, a partir do próximo dia 18, o programa também terá plateia virtual. Ainda não sabemos, porém, como a temperatura do programa de Luciano Huck -teoricamente, quente como promete o título- irá se comportar.
Muito se fala de que algumas mudanças provocadas pela quarentena serão duradouras. As lives, por exemplo, vieram para ficar: são uma maneira simples e barata de muitos artistas divulgarem seus trabalhos. Também é possível que inúmeros profissionais das emissoras continuem trabalhando em casa, evitando deslocamentos desnecessários.
Nada disso garante que o resultado final seja bom. Ao contrário do humor, que depende basicamente apenas do texto e da interpretação, os programas de variedades demandam uma produção bem mais complexa. É difícil imaginar, por exemplo, um The Voice sem que todos os envolvidos estejam fisicamente no mesmo lugar.
A pandemia é um dos maiores desafios pelo qual passou a TV aberta. Mais urgente do que a chegada da TV a cabo, na década de 1990, ou a expansão da internet, no começo do século 21. A receita publicitária caiu, mesmo com a audiência se mantendo estável - ou, em alguns casos, até crescendo. E as reprises não podem durar para sempre. Ninguém, nem mesmo a Globo, tem acervo para tanto.
Por tudo isto, é admirável que tantos projetos estejam vindo à luz, mesmo em condições tão desfavoráveis. A nossa TV é mesmo dura na queda.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
PRF registra 1 morte e mais de 50 feridos em rodovias federais do ES no feriadão
Caçamba de entulho em rua causa acidentes em Mimoso do Sul
Caçamba em rua provoca dois acidentes em três dias em Mimoso do Sul
Imagem de destaque
Após obra, calçada da Ponte de Camburi está liberada para passagem de pedestres

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados