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MÚSICA

Novos sons: O pagode de personalidade do mineiro Matheus Brant

"Cola Comigo" é o segundo disco da trilogia do mineiro que faz releitura do pagode

Publicado em 18 de Março de 2019 às 16:22

Publicado em 

18 mar 2019 às 16:22
Matheus Brant Crédito: Divulgação
O pagode que dominou os anos 1990 deixou saudade. Matheus Brant, músico mineiro, é um dos saudosistas que, inspirado nessa época “de ouro”, fundou em 2014 o bloco Me Beija Que Eu Sou Pagodeiro, um dos principais de Belo Horizonte – este ano o bloco reuniu cerca de 30 mil pessoas. Agora, influenciado por sua vivência no bloco, lança “Cola Comigo” com releituras cheias de personalidade.
“Fundei o bloco que transformava os pagodes clássicos em salsa, maracatu, axé e até salsa. Existe uma memória afetiva que desperta grande interesse do público, tanto do axé como do pagode dos anos 90, mas esse gênero musical ainda é tido como algo pejorativo, visto pela elite musical como algo não muito sofisticado. Pouco importa se é uma música de bom ou mau gosto. Aí decidi investigar isso nesse disco”, conta Matheus.
Entre as dez faixas, a maioria autoral, está a regravação de “Supera”, do grupo Alô Som, famosa na voz do cantor Belo, um dos ídolos de Matheus ao lado de Thiaguinho. A faixa-título traz influências da música negra americana e, claro, como a maioria das letras de pagode, fala sobre relações amorosas.
TRILOGIA
 
O álbum é o segundo da trilogia que começou em 2016 com “Assume Que Gosta”. O primeiro misturou o pagode ao indie-rock e buscou reaproximar esses dois universos distintos. “Essas influências musicais aconteceram de forma natural na minha carreira. Primeiro o indie-rock e agora essa releitura do pagode. Ainda tenho material para um terceiro álbum”, diz.
“Cola Comigo” tem direção artística de César Lacerda e produção musical de Fábio Piczowski. Matheus é acompanhado de uma banda de peso, com percussões, violões e cavaquinho, baixo elétrico, teclados e piano, sopros e lap steel (guitarra havaiana) e um coro feminino.
Além do amor romântico, tema unânime entre os pagodeiros, Matheus fala de feminismo na faixa “Juntos”, um dueto com Thais Macedo, e igualdade de gênero nas canções “Tudo No Menu” e “Não Erra”.
CARREIRA
Aos 33 anos, Matheus também é advogado, escritor e autor do livro “A Música e o Vazio no Trabalho – Reflexões Jurídicas a Partir de Hannah Arendt”. A música o envolveu ainda na infância pelas aulas de violão. O mineiro passou por bandas de rock, reggae e samba de raiz, mas se encontrou mesmo quando fundou o bloco.
“O pagode sofre muito preconceito. O próprio samba sofreu isso no início do século passado. E são gêneros muito populares, mas ainda vistos com o algo ruim. Não existe isso, o bom e o mau gosto passam por vários gêneros, não só o pagode”, diz.
SERVIÇO
Cola comigo
Matheus Brant
10 faixas, Independente. Disponível nas plataformas de streaming digital.
 

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