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Narizinho, de Monteiro Lobato, comemora 100 anos com exposição virtual inédita

Biblioteca Brasiliana da USP inaugura nesta quinta-feira, 22, mostra gratuita com material raro do autor

Publicado em 20/04/2021 às 17h08
Ilustração da nova edição de
Ilustração da nova edição de "A Menina do Nariz Arrebitado", de Monteiro Lobado, que passou por adaptação de sua bisneta, Cleo Monteiro Lobato. Crédito: Rafael Sam/Divulgação

Na semana do aniversário de Monteiro Lobato, nascido em 18 de abril de 1882 em Taubaté, interior de São Paulo, a Universidade de São Paulo (USP) inaugura a exposição digital e gratuita Uma menina centenária - 100 anos de Narizinho Arrebitado, que marca o centenário da publicação do livro infantil A menina do narizinho arrebitado. A mostra organizada pela Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) será inaugurada nesta quinta-feira, 22.

A trajetória do escritor e o nascimento da personagem Narizinho são apresentados em imagens e textos. O site da mostra reúne fotos, cartas de crianças leitoras, ilustrações do cartunista Voltolino e imagens de livros que compõem a história de Monteiro Lobato. Uma seção é dedicada a discutir as acusações de racismo contra o autor.

A curadora Patricia Tavares Raffaini destaca o material raro do autor disponível no site. "Na exposição, o público poderá verificar na íntegra, não só a primeira edição da obra, muito diferente das versões posteriores, como também o manuscrito que deu origem às aventuras de Narizinho e Pedrinho", conta a professora e pesquisadora da Unifesp.

A obra original foi posteriormente transformada no primeiro capítulo de Reinações de Narizinho e a personagem atravessou gerações com o Sítio do Picapau Amarelo. Narizinho é o apelido de Lúcia, uma menina de oito anos, que é dona da boneca falante Emília e prima de Pedrinho.

"A exposição recupera a história do livro A menina do narizinho arrebitado pelo prisma da biografia de Monteiro Lobato e do ambiente literário, artístico, educacional e político que envolveu as primeiras edições da obra, desde o seu lançamento em 1920", completa a curadora, professora e pesquisadora da USP, Gabriela Pellegrino Soares.

No dia da abertura, às 14h, Patrícia e Gabriela fazem uma mesa redonda com o designer da exposição Magno Silveira e a convidada Cilza Bignotto, escritora e professora de Literatura Brasileira e Teoria Literária na Universidade Federal de Ouro Preto.

A mesa de abertura pode ser acessada pelo site da BBM, e a exposição pode ser vista no site Uma menina centenária.

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